Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

ANTONIO JOAQUIM TCE teme "barriga de aluguel" e suspende licitação de R$ 257 milhões em MT

 

O conselheiro Antônio Joaquim, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), suspendeu uma licitação para construção de usinas solares feita por um consórcio de 14 municípios avaliado em R$ 257 milhões. A medida se deu após o julgador encontrar semelhanças com o procedimento realizado em um certame realizado em 2025, que eliminou várias empresas e manteve apenas uma, sendo a mesma vencedora das duas concorrências.

A Representação de Natureza Externa foi proposta pela Elétrica Radiante Materiais Elétricos Ltda, contra o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Complexo Nascentes do Pantanal (CIDESAT). O grupo é formado pelos municípios de Araputanga, Cáceres, Curvelândia, Figueirópolis D'Oeste, Glória D'Oeste, Indiavaí, Lambari D'Oeste, Mirassol D'Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu e São José dos Quatro Marcos.

A Elétrica Radiante apontava supostas irregularidades em uma concorrência eletrônica realizada em 2026, para registro de preços para contratação de empresa especializada para implantação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica. O certame tinha valor estimado de R$ 257,58 milhões e previa a construção de usinas solares.

A empresa questionava sua desclassificação da licitação, alegando que apresentou proposta de aproximadamente R$ 179,1 milhões, valor cerca de R$ 57 milhões inferior ao da única concorrente remanescente, mas acabou sendo excluída do certame por não ter apresentado a garantia da oferta, exigência prevista no edital. De acordo com a empresa, a ausência da garantia seria uma falha formal passível de correção por meio de diligência administrativa, conforme prevê a lei de licitações.

Segundo a concorrente, foi solicitada a emissão da apólice junto à seguradora antes da sessão e que a documentação foi disponibilizada apenas depois, defendendo que deveria ter sido concedido prazo para regularização. O Cidesat defendeu a legalidade da desclassificação, citando que a exigência era requisito obrigatório de pré-habilitação previsto no edital e deveria ser apresentada juntamente com a proposta inicial.

Foi detalhado ainda que outras empresas foram desclassificadas pelo mesmo motivo, o que, segundo ele, demonstraria tratamento isonômico entre os concorrentes. Na decisão, o conselheiro apontou que a própria empresa afirmou nos autos que a garantia da proposta somente foi disponibilizada pela seguradora após a realização da sessão pública.

Foi citado ainda que, até o momento, nenhum documento foi apresentado para demonstrar a proposta de seguro aprovada, nem outro elemento que evidencie a efetiva constituição da garantia antes da data fixada pelo edital. “Em exame preliminar próprio das tutelas provisórias de urgência, não identifico elementos suficientes para evidenciar a plausibilidade jurídica das alegações formuladas pela representante, especialmente diante da ausência de demonstração de que a garantia da proposta estivesse regularmente constituída na data exigida pelo edital”, diz a decisão.

No entanto, o conselheiro identificou aspectos que justificam a atuação do TCE-MT, que segundo ele, já analisou licitações semelhantes promovidas pelo Cidesat em anos anteriores, nas quais foram levantadas dúvidas sobre a formação de preços e a competitividade dos certames. Antônio Joaquim ressaltou que tanto em uma licitação realizada pelo consórcio em 2025, quanto no procedimento atual, ocorreu a eliminação das demais concorrentes, permanecendo apenas a empresa Vetor Energia e Logística Ltda apta à contratação.

Outro ponto que chamou a atenção foi a comparação dos preços praticados com outras contratações de sistemas fotovoltaicos em Mato Grosso. Com base em uma metodologia feita pela Secretaria de Controle Externo (Secex) do TCE, que considera o custo por quilowatt-pico (kWp) instalado, a proposta vencedora apresentou valor aproximado de R$ 6.941,18 por kWp, enquanto a da empresa desclassificada resultaria em cerca de R$ 5.269,04 por kWp.

Além da questão dos preços, o conselheiro também apontou dúvidas sobre demanda prevista na licitação, já que o certame foi estruturado para atender 14 municípios consorciados, com previsão de instalação de sistemas capazes de gerar aproximadamente 34 mil kWp. No entanto, Antônio Joaquim observou que algumas cidades já possuem projetos próprios de energia solar em andamento ou em operação, como Indiavaí, Rio Branco e Cáceres.

“Nesse contexto, surge dúvida razoável quanto à metodologia utilizada para estimar a demanda global de aproximadamente 34.000 kWp prevista no certame, especialmente porque os elementos até então analisados não evidenciam, de forma clara, se o estudo de dimensionamento considerou as capacidades de geração já instaladas ou contratadas pelos municípios consorciados”, aponta a decisão. O conselheiro também destacou que a Secex alertou para o risco de utilização dessas contratações como mecanismo de propagação de preços potencialmente superfaturados, prática popularmente denominada “ata barriga de aluguel”, na qual atas de registro de preços são celebradas com valores elevados e posteriormente utilizadas como referência para novos certames ou para adesões por outros órgãos e entidades públicas.

“A contratação possui valor expressivo, estimado em aproximadamente R$ 236 milhões, materialidade que, por si só, exige maior cautela na apreciação dos indícios identificados, sobretudo diante da possibilidade de comprometimento de recursos públicos em larga escala. Portanto, entendo ser mais prudente suspender a Concorrência Pública 02/2026 até a conclusão da instrução processual, a fim de que a unidade técnica deste Tribunal examine de forma aprofundada os indícios relacionados à formação dos preços, à compatibilidade dos valores praticados com os parâmetros de mercado e ao eventual superdimensionamento do quantitativo licitado, evitando-se a consolidação de contratação potencialmente antieconômica e eventual prejuízo aos cofres públicos”, finalizou.

Fiocruz Sedia I Seminário Internacional Ventos Para Saúde Fiocruz sedia I Seminário Internacional Ventos para Saúde Po

 A Fiocruz sediou, em 19 de junho, o 1º Seminário Internacional Ventos para Saúde - A necropolítica dos ventos e os processos de adoecimento de comunidades camponesas, realizado no auditório da instituição. O evento reuniu pesquisadores, estudantes, profissionais da saúde, movimentos sociais e representantes de comunidades atingidas por empreendimentos eólicos. A iniciativa foi promovida pela Fiocruz e pela Universidade de Pernambuco (UPE), por meio do grupo de pesquisa Ventos para a Saúde, em parceria com a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Escola dos Ventos, com financiamento do edital Inova Fiocruz.

Pesquisas conseguiram dar visibilidade aos impactos vivenciados por essas comunidades (Foto: Camilo Lobo/Diálogo Chino) 

O seminário teve como objetivo promover o debate sobre os impactos dos parques eólicos nos territórios rurais e seus efeitos sobre a saúde e a qualidade de vida das populações atingidas, além de fortalecer o diálogo entre ciência, movimentos sociais e comunidades. Durante a programação, a coordenadora do projeto Ventos para Saúde, a pesquisadora Wanessa Gomes, apresentou os resultados da pesquisa Impactos na saúde decorrentes das usinas eólicas.

Segundo Wanessa, a investigação surgiu a partir dos relatos das próprias comunidades. “Quando fomos para essas comunidades em 2021, participamos de uma reunião em Sobradinho e nos deparamos com 15 famílias. Elas chegaram trazendo sacolas de medicamentos e relatando o sofrimento que estavam vivenciando devido às eólicas. Naquele momento, eu ainda não conhecia os impactos na saúde humana relacionados a esses empreendimentos. Foi a partir do contato com essas famílias e do desenvolvimento da pesquisa que conseguimos identificar e comprovar diversos impactos na saúde dessas populações”, afirmou.

O coordenador do estudo e pesquisador do Departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz Pernambuco, André Monteiro, destacou a relevância científica e social do trabalho desenvolvido. “Tivemos muitos ganhos com a pesquisa. Conseguimos dar visibilidade aos impactos vivenciados por essas comunidades e ampliar o alcance desse debate. Em um determinado momento, registramos cerca de 15 mil visualizações dos conteúdos produzidos pelo projeto, o que demonstra a potência desse processo”, explicou.

Representando as comunidades atingidas, Roselma Oliveira, moradora do Sítio Sobradinho, em Caetés (PE), e integrante da Escola dos Ventos, ressaltou a importância de espaços que permitam às populações compartilhar suas vivências e denunciar os impactos enfrentados nos territórios. “Todos os dias estamos em nosso território resistindo para existir no lugar que escolhemos permanecer. O campo é um lugar de vida, de história, de ancestralidade e de cultura. Mas também convivemos diariamente com os impactos desses empreendimentos. Muitos deles já conseguimos identificar, outros ainda estamos descobrindo. São dores e sofrimentos que seguem surgindo e que precisam ser conhecidos pela sociedade”, destacou.

Durante o evento também foi lançado o documentário Ventos para saúde, que reúne relatos de moradores e moradoras atingidos pelos empreendimentos eólicos, dando visibilidade às experiências vividas pelas comunidades afetadas.

Confira os debates aqui e também aqui.

Cuiabá se torna centro nacional do debate sobre educação inclusiva em evento liderado por Antonio Joaquim


Mato Grosso se consolida como referência nacional em educação inclusiva em seminário liderado por Antonio Joaquim

Cuiabá (MT) se tornou palco de um dos mais relevantes debates nacionais sobre educação especial e inclusão, com a realização do Seminário Nacional “Educação Especial Inclusiva”, que reuniu autoridades, especialistas, instituições públicas e representantes de organismos internacionais.


O evento, conduzido sob a liderança do conselheiro decano do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, consolidou o estado como referência nacional na formulação e no debate de políticas públicas voltadas à educação inclusiva.

Um encontro de articulação nacional e técnica

Ao longo da programação, o seminário promoveu painéis técnicos, mesas de diálogo interinstitucional e apresentações de diagnósticos sobre a realidade da educação especial no Brasil, com foco na ampliação do acesso, na qualificação das redes de ensino e na garantia de direitos de estudantes com deficiência.

A presença de representantes de instituições como o Ministério da Educação (MEC), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), além de entidades especializadas e organizações da sociedade civil, reforçou o caráter nacional do encontro e a relevância do tema na agenda pública contemporânea.



Diagnóstico e dados como eixo central do debate

Um dos pontos de maior destaque foi a apresentação de levantamentos técnicos inéditos sobre a oferta da educação especial inclusiva na rede pública, utilizados como base para discussão de políticas estruturantes.

A proposta do evento é transformar esse conjunto de informações em subsídios concretos para a formulação de diretrizes nacionais, fortalecendo a chamada “Carta de Cuiabá”, documento que deverá reunir encaminhamentos e recomendações construídas coletivamente durante o seminário.



Liderança institucional e protagonismo do controle externo

A condução do evento pelo conselheiro Antonio Joaquim foi destacada pelo seu papel de articulação entre controle externo, gestão pública e sociedade civil, ampliando a atuação dos tribunais de contas para além da fiscalização tradicional.

A iniciativa reforça uma abordagem voltada à indução de políticas públicas, com foco na proteção de direitos fundamentais, especialmente de crianças e adolescentes com deficiência.



Reconhecimento de lideranças da área de direitos humanos

O professor João Batista de Oliveira, diretor do Portal Vidas e Direitos Humanos, ressaltou a importância da iniciativa e o impacto do seminário no cenário nacional.

Segundo ele, a liderança de Antonio Joaquim representa uma mudança de paradigma na atuação institucional, ao transformar dados técnicos em instrumentos de garantia de direitos e inclusão social.

FONTE: PORTAL VIDAS E DIREITOS HUMANOS

Cuiabá se torna centro nacional do debate sobre educação inclusiva em evento liderado por Antonio Joaquim


Mato Grosso se consolida como referência nacional em educação inclusiva em seminário liderado por Antonio Joaquim

Cuiabá (MT) se tornou palco de um dos mais relevantes debates nacionais sobre educação especial e inclusão, com a realização do Seminário Nacional “Educação Especial Inclusiva”, que reuniu autoridades, especialistas, instituições públicas e representantes de organismos internacionais.


O evento, conduzido sob a liderança do conselheiro decano do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, consolidou o estado como referência nacional na formulação e no debate de políticas públicas voltadas à educação inclusiva.

Um encontro de articulação nacional e técnica

Ao longo da programação, o seminário promoveu painéis técnicos, mesas de diálogo interinstitucional e apresentações de diagnósticos sobre a realidade da educação especial no Brasil, com foco na ampliação do acesso, na qualificação das redes de ensino e na garantia de direitos de estudantes com deficiência.

A presença de representantes de instituições como o Ministério da Educação (MEC), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), além de entidades especializadas e organizações da sociedade civil, reforçou o caráter nacional do encontro e a relevância do tema na agenda pública contemporânea.



Diagnóstico e dados como eixo central do debate

Um dos pontos de maior destaque foi a apresentação de levantamentos técnicos inéditos sobre a oferta da educação especial inclusiva na rede pública, utilizados como base para discussão de políticas estruturantes.

A proposta do evento é transformar esse conjunto de informações em subsídios concretos para a formulação de diretrizes nacionais, fortalecendo a chamada “Carta de Cuiabá”, documento que deverá reunir encaminhamentos e recomendações construídas coletivamente durante o seminário.



Liderança institucional e protagonismo do controle externo

A condução do evento pelo conselheiro Antonio Joaquim foi destacada pelo seu papel de articulação entre controle externo, gestão pública e sociedade civil, ampliando a atuação dos tribunais de contas para além da fiscalização tradicional.

A iniciativa reforça uma abordagem voltada à indução de políticas públicas, com foco na proteção de direitos fundamentais, especialmente de crianças e adolescentes com deficiência.



Reconhecimento de lideranças da área de direitos humanos

O professor João Batista de Oliveira, diretor do Portal Vidas e Direitos Humanos, ressaltou a importância da iniciativa e o impacto do seminário no cenário nacional.

Segundo ele, a liderança de Antonio Joaquim representa uma mudança de paradigma na atuação institucional, ao transformar dados técnicos em instrumentos de garantia de direitos e inclusão social.

FONTE: PORTAL VIDAS E DIREITOS HUMANOS

TCE-MT capacita ouvidorias municipais sobre direcionamento de denúncias

 

Visita Técnica Articulação propositiva Ouvidoria - TCE-MT (1).jpg
O encontro reuniu representantes das ouvidorias de Vila Rica, São Félix do Araguaia, Porto Alegre do Norte e Confresa. Clique aqui para ampliar

Orientação ao cidadão e o encaminhamento adequado de denúncias relacionadas a recursos públicos federais e estaduais nortearam a edição desta terça-feira (23) do Projeto Articulação Propositiva – Visitas Técnicas, realizado pela Ouvidoria Geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). O encontro reuniu representantes das ouvidorias de Vila Rica, São Félix do Araguaia, Porto Alegre do Norte e Confresa. 

“Hoje tivemos uma abordagem diferente e tratamos também da vertente de orientação das ouvidorias municipais. Quando uma denúncia trata de um convênio federal, por exemplo, a ouvidoria tem que orientar que esse registro tem que ser feito na ouvidoria da CGU”, explicou o secretário-executivo da Ouvidoria Geral do TCE-MT, Américo Corrêa.

Na ocasião, o superintendente da CGU em Mato Grosso, Ricardo Plácido, destacou o papel das ouvidorias no controle. “São municípios que ficam a 1.300 quilômetros de Cuiabá. Para um auditor fazer uma fiscalização lá, são dois dias para ir e dois para voltar. Na prática, seria preciso duas semanas.”

Por esse motivo, a orientação correta é decisiva. “A maioria dos trabalhos que fizemos nessa região veio por meio de demandas de ouvidoria, de denúncias e manifestações. O cidadão identifica a fragilidade, repassa para a gente, e aí avaliamos se compensa mandar uma equipe”, acrescentou. 

Para o controlador interno de São Félix do Araguaia, Juciliano Ronavi Budrys, que também responde pela ouvidoria da Câmara Municipal, as informações vão ajudar a organizar o fluxo de trabalho, que hoje concentra principalmente demandas das áreas de saúde e assistência social do município, a 1.015 km de Cuiabá.

“Há situações internas que podem ser resolvidas com a Câmara, conselhos e comissões. Questões como atendimento de saúde e solicitação de passagens, como a gente não pode fazer isso, nós encaminhamos para a Secretaria de Ação Social e para a Secretaria de Saúde”, exemplificou.

O passo a passo será levado à Câmara de Confresa (1.020 km de Cuiabá) pela ouvidora suplente, Ednalva Neres Guedes. “Às vezes temos dúvidas sobre como agir diante de algumas denúncias, principalmente as de corrupção. É importante saber se vou tramitar a manifestação no administrativo ou encaminhá-la ao setor que foi denunciado.”

Articulação contínua

Realizado mensalmente, o projeto conta com parceria da CGU para aperfeiçoar os mecanismos de participação e transparência em Mato Grosso, garantindo capacitação contínua sobre legislação, sistemas e práticas de atendimento e incentivando o intercâmbio de experiências entre os profissionais.

Para Américo, o interesse dos municípios é o melhor indicador do impacto do projeto. “Há o interesse de conhecer o Tribunal e a ouvidoria, a ponto de termos colegas que viajaram dois dias para vir a esta reunião. Vemos que essa articulação entre o Tribunal, via ouvidoria, e o município tem feito diferença”, concluiu.

TCE-MT capacita conselheiros de saúde para fortalecer controle social nos municípios

 

A imagem é uma fotografia de um evento em um auditório. No centro, uma longa mesa retangular com toalha branca está ocupada por seis pessoas sentadas, incluindo duas mulheres e quatro homens, que parecem ser palestrantes ou autoridades, com microfones à frente. Atrás da mesa, há um painel com logotipos de diversas organizações e a inscrição 'CAPACITAÇÃO EM CONTROLE SOCIAL'. O auditório está repleto de cadeiras com público, composto por homens e mulheres de diferentes idades. No canto inferior esquerdo, uma pessoa segura um tablet. O fundo apresenta um painel em tons de dourado e uma faixa azul na parte superior. As luzes do teto estão acesas e há bandeiras e outros elementos decorativos no fundo.
Abertura da capacitação para o Fortalecimento do Controle na Saúde: Governança e Monitoramento dos Planos. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) iniciou, nesta terça-feira (23), a “Capacitação para o Fortalecimento do Controle na Saúde: Governança e Monitoramento dos Planos”. Realizado pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), o encontro visa qualificar a atuação dos Conselhos de Saúde nos 142 municípios de Mato Grosso, resultando no fortalecimento do Controle Social. 

Em sua fala de abertura, o coordenador-geral do evento, presidente da Copspas e corregedor-geral do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou o desafio constatado em estudo de campo do Observatório de Dados de Saúde, que indica a necessidade de ampliação da participação dos conselheiros municipais de saúde desde as etapas iniciais do planejamento da Programação Anual de Saúde, bem como o fortalecimento do acompanhamento dos Planos Municipais de Saúde. 

“O Plano Municipal de Saúde não pode ser apenas um documento formal, deve ser um instrumento de gestão capaz de refletir a realidade local, orientar prioridades, organizar metas e permitir o monitoramento contínuo dos resultados para corrigir rumos em tempo oportuno, qualificar decisões e garantir maior transparência no uso dos recursos públicos.”, declarou o conselheiro.

Para Maluf, a capacitação representa um passo importante para fortalecer a autonomia, a capacidade de análise e o protagonismo dos conselheiros de saúde no acompanhamento da política pública. “Os conselheiros de saúde exercem um papel fundamental. Não são apenas fiscais ou validadores formais de documentos, mas protagonistas da política pública, representantes da sociedade e parceiros indispensáveis no acompanhamento das ações, das metas e dos resultados”.

Alair Ribeiro/TCE-MTFotografia de um homem de meia-idade, com cabelos grisalhos curtos e óculos de armação preta, falando em um microfone. Ele veste um terno azul marinho e uma gravata vermelha estampada com padrões florais brancos. Sua expressão é séria e ele gesticula com a mão esquerda enquanto segura o microfone com a mão direita. Ao fundo, há uma parede vertical com ripas de madeira claras e escuras. Em frente ao homem, uma mesa escura com um copo de água e um pequeno objeto não identificado. A iluminação é uniforme e destaca o rosto do homem e o microfone.
O evento é coordenado pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf. Clique aqui para ampliar

O anfitrião destacou ainda o Painel Nacional dos Planos Municipais de Saúde, uma ferramenta de monitoramento desenvolvida pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo em uma iniciativa alinhada entre o Ministério da Saúde, a Atricon, o Instituto Rui Barbosa e o TCE-MT. “Essa ferramenta contribuirá para um acompanhamento mais organizado, integrado e transparente dos planos, fortalecendo tanto a atuação dos Tribunais de Contas quanto o trabalho dos conselhos de saúde no monitoramento das metas e dos compromissos assumidos pela gestão.”

Entre as ações estratégicas conduzidas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, sob a presidência de Sérgio Ricardo, o encontro tem foco no aperfeiçoamento da governança pública e na qualificação dos mecanismos de controle social. Nesse contexto, contribui para o fortalecimento da atuação dos conselhos municipais no acompanhamento e na fiscalização das políticas de saúde.

Ouvidor-geral do TCE-MT e vice-presidente da Copspas, o conselheiro Antonio Joaquim reforçou a importância da capacitação dos conselhos municipais. “Nós não temos capacidade de absorver todas as demandas de fiscalização. Quem tem todos os instrumentos para poder ajudar de forma muito mais completa é a população, que denuncia na ouvidoria ou para qualquer conselheiro. Então, uma capacitação como essa acaba trazendo retorno nas políticas públicas”.

Já o conselheiro Campos Neto declarou estar muito contente com a atuação do Tribunal de Contas de Mato Grosso. “Estamos indo lá na ponta fiscalizar os jurisdicionados. Desejo um feliz curso a todos os participantes”, disse.

Alair Ribeiro/TCE-MTA imagem é uma fotografia de um grupo de homens em uma mesa de conferência. Da esquerda para a direita, observa-se um homem de cabelos grisalhos e paletó azul, seguido por um homem de terno preto segurando um microfone e olhando para baixo, um homem com cabelos grisalhos e gravata vermelha, outro homem de terno e camisa branca, e um último homem com cabelos escuros e terno. Uma mesa marrom clara se estende à frente deles, com copos de água, xícaras de café, blocos de anotações e canetas. Ao fundo, há uma parede azul com um padrão abstrato em tons de azul e branco, com uma iluminação embutida na parte superior.
A capacitação segue até a próxima quinta-feira (25).

Presente na cerimônia de abertura, o secretário de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) em Mato Grosso, René Oliveira Neuenschwander Júnior, ressaltou as frequentes capacitações realizadas pelo TCE-MT. “É fundamental não só o relacionamento entre instituições, mas o relacionamento com o cidadão, que às vezes está carente de ferramentas para o controle social. Não adianta ter boas intenções se não tiver um servidor e um conselheiro capacitados, e é por isso que os cursos do TCE, com esse contato com as prefeituras, são fundamentais.”

Para o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), Marco Antônio Norberto Felipe, o evento representa uma nova parceria estratégica entre o Tribunal de Contas e a gestão pública. “É uma capacitação que vai trazer muito benefício a todos os municípios do estado, principalmente nesse momento em que estamos discutindo os Planos Municipais de Saúde. Não tem como fazer saúde pública sem planejamento, porque o Mato Grosso é um estado continental, cada região tem a sua especificidade e seus desafios. Ainda temos muito a avançar, mas eu acho que estamos no caminho certo.”

Representando o Legislativo Estadual, o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. Eugênio, relembrou o papel dos conselhos municipais de saúde, que recentemente passam a atuar como órgãos deliberativos, com capacidade e autonomia para tomar decisões em seus municípios. “Essa capacitação dá aos conselheiros municipais de saúde uma visão muito mais profunda da sua importância no seu município. Eles voltarão para a casa com uma responsabilidade ainda maior de dar continuidade ao aprendizado”, pontuou.

Alair Ribeiro/TCE-MTA imagem é uma fotografia de um grande auditório repleto de pessoas assistindo a um evento. No centro, um palco com uma mesa retangular coberta por uma toalha escura, onde estão sentados cinco homens em trajes sociais e uma mulher. Atrás deles, um painel exibe texto e logotipos, incluindo bandeiras do Brasil e de São Paulo. A plateia ocupa a maior parte do espaço, com pessoas sentadas em fileiras de cadeiras, voltadas para o palco. Há uma diversidade de pessoas em relação à idade, etnia e vestimenta. No canto inferior direito, uma pessoa opera uma câmera com um tripé, e outras pessoas estão de pé, observando o evento. O teto do auditório apresenta iluminação embutida e painéis de madeira, e as paredes são claras.
O encontro visa qualificar a atuação dos Conselhos de Saúde nos 142 municípios do estado.

Em sua fala, o procurador-geral interino do Ministério Público de Contas (MPC-MT), William Brito Júnior, ressaltou a atuação formadora do TCE-MT.  “O Tribunal de Contas virou a chave na sua atuação. Ele continua auditando, fiscalizando e julgando as contas de todos os gestores, mas hoje percebeu que é muito mais eficiente trabalhar no preventivo com capacitações, orientações e, nesse caso, uma capacitação específica dos conselheiros municipais de saúde.”

Durante os três dias de curso, os participantes terão acesso à palestras e a nove módulos temáticos ministrados pela auditora de controle externo do Tribunal de Contas do Distrito Federal Tarsila Firmino Ely, e pelo chefe da Assessoria de Transparência e Controle Social da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, AB-Diel Nunes de Andrade. 

Participaram ainda da abertura da capacitação o secretário geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e coordenador do Comitê Estadual de Saúde, Agamenon Alcântara Moreno Junior; a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Januária Dorilêo; a chefe substituta do serviço de articulação no Ministério da Saúde, Gleide de Miranda; a assessora do  Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Gisele de Souza Cruz e o superintendente de Avaliação e Consultoria de Saúde, Previdência e Assistência Social da Controladoria Geral do Estado (CGE), Marcos Vinicios Santos.

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Equipamentos doados pelo TCE-MT vão apoiar oficinas e preservar memória do cururu

 

Entrega de Computadores para instituição  Tradição cuiabana
Entrega de equipamentos para Associação Grupo de Cururu Tradição Cuiabá do Coxipó. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) destinou computadores, notebooks e mobiliário à Associação Grupo de Cururu Tradição Cuiabá do Coxipó, nesta terça-feira (23). Os itens contribuirão para a preservação do patrimônio cultural cuiabano, por meio da organização do acervo, da divulgação das ações e da realização de oficinas de cururu. 

A iniciativa integra a política de gestão dos recursos públicos conduzida pelo presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, que assegura o reaproveitamento de bens sem utilização pelo órgão em benefício de instituições públicas e entidades de interesse social. As entregas dos itens são realizadas pelas Secretarias Executivas de Administração e de Infraestrutura e Logística.

De acordo com o secretário-adjunto da Secretaria de Infraestrutura e Logística, Cláudio Borelli, a destinação sustentável de recursos tecnológicos e materiais permite transformar bens sem uso na instituição em um investimento na manutenção das tradições da terra. “Com isso, contribuímos para o fortalecimento de associações, instituições culturais e organizações que prestam serviços relevantes à sociedade. Ficamos satisfeitos em contribuir para o crescimento dessas entidades, que fazem parte de Mato Grosso e desempenham um papel importante para a nossa comunidade."

A associação sem fins lucrativos, oficialmente criada há 13 anos, possui mais de 80 anos de tradição. Recentemente, o grupo também conquistou um terreno para a construção de uma sede, para onde serão levados os itens da doação. “Saímos debaixo do pé de mangueira emprestado e conseguimos o nosso terreno, que estamos construindo uma sede própria”, explicou Fernando Garcia da Silva, presidente da Associação, ao destacar que os equipamentos irão assegurar que a cultura fique registrada para as futuras gerações. 

Conforme ele, até a entrega dos equipamentos, todas as atividades eram catalogadas em um caderno de anotações. “A cultura está ganhando espaço no mundo todo e, se não tiver esse mecanismo aqui, nós não vamos poder fazer quase nada. Temos uma dificuldade ainda, que tudo é no caderno e sempre fica alguma coisa fora. Esses equipamentos aqui vão ajudar a desenvolver o nosso trabalho, e só temos a agradecer."

Além de apoiar as atividades administrativas, os equipamentos também serão utilizados para digitalizar e preservar o acervo cultural do grupo. “Na nossa vida aqui, nós não sabemos horário e nós temos que estar prontos. Hoje, ‘Dito’ é o nosso compositor nato e não pode ficar só na voz dele, tem que ficar registrado para assegurar que fique para quem vai chegar. Então, esses equipamentos aqui vão nos assegurar que tudo fique no sistema.” 

Ao descrever-se como filho de curureiro e ‘capelôa’ de reza cantada, Benedito Aristide da Costa, conhecido como Dito, reforçou a necessidade de manter a tradição. “Precisamos passar para alguém, porque não quero deixar acabar. Eu aprendi desde criança, aprendi com meus pais e tive aulas com os mestres, mas esses mestres vão acabar. Graças a Deus, hoje temos esse espaço, estamos fazendo oficinas, que é a fonte maior, e agora, com os computadores, saímos do caderno."

Atualmente, a associação realiza oficinas de cururu, nas quais os alunos aprendem a tocar o ganzá, a viola de cocho e a cantar as canções tradicionais. “Por meio da oficina, vamos ter novos integrantes para assumir. Não temos faixa etária, mas temos integrantes de idade muito elevada. Somos 42 cururueiros e muitos com 80 e 90 anos”, destacou o presidente da associação. 

Como receber doações

Para receber doações de bens e equipamentos inservíveis do TCE-MT, as instituições interessadas devem seguir um procedimento administrativo formal coordenado pela Secretaria Executiva de Infraestrutura e Logística.

A solicitação deve ser feita por meio de um ofício direcionado ao presidente Sérgio Ricardo. É imprescindível que o documento inclua um número de telefone e um endereço de e-mail para contato. Essa informação é essencial para que a Gerência de Material efetive os trâmites do processo e a doação seja realizada. 

Junto ao ofício, a entidade deve enviar a documentação para a habilitação jurídica (como estatuto social e documentos dos representantes) e de regularidade fiscal (incluindo CNPJ e certidões negativas de débitos federais, estaduais, municipais, FGTS e INSS).

Após efetivar a doação, o TCE-MT fiscaliza as instituições para garantir que os itens sejam usados em benefício da sociedade. Para esclarecimento de dúvidas sobre o processo ou documentação, a Gerência de Material disponibiliza o e-mail material@tce.mt.gov.br e os telefones 3613 7636 e 7635.

Presidente do TCE-MT garante apoio técnico do TCE a demandas de Boa Esperança do Norte

 

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Presidente Sérgio Ricardo em reunião com representantes da Câmara Municipal de Boa Esperança do Norte. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, garantiu apoio técnico ao município de Boa Esperança do Norte nas áreas de infraestrutura viária, registros cartoriais e tributação. Durante reunião com representantes da Câmara Municipal, foram debatidas a recuperação da MT-140, a criação de um ofício único de registros e a busca por compensação na transição da Reforma Tributária.

Sérgio Ricardo destacou a condição singular do município, o 142º e mais novo de Mato Grosso, criado após validação do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2023. “Vocês já nascem numa localização espetacular, numa região privilegiada geograficamente, com estradas e área rica. Não tenho dúvida de que, a partir de agora, o município só vai crescer”, afirmou. 

A comitiva, liderada pelo presidente da Câmara, vereador José Marcos Pereira, apresentou a MT-140 como eixo logístico e potencial corredor de industrialização paralelo à BR-163. “Estivemos esses dias visitando a 140, mostramos e solicitamos ao Governo as modificações e as providências. Com o reflexo das ações do senhor, já tem uma ação que começa nos próximos dias, a recuperação do nosso trecho”, afirmou.

Sobre a reforma tributária, o vereador André Fenkse explicou que, por ter sido criado recentemente, o município não acumula histórico de arrecadação de tributos como ICMS, ITR e repasses do Fundeb. “Boa Esperança está numa lacuna, sem índices. Como essa Reforma já está sendo implementada, o município vai ser penalizado de forma severa. O que a gente busca é apoio para começar uma conversa, alguns estudos sobre como pode ser compensada essa questão.”

Já a transformação do cartório local em ofício único foi defendida pelo tabelião Marcelo Yamagata, autor de estudo sobre o tema. “Esse estudo serve para trabalhar essa distorção, para trazer o serviço de Justiça para próximo da população. E o mais interessante, presidente, com custo zero para o Estado e para o município.”

Diante das demandas, Sérgio Ricardo reafirmou o papel do Tribunal junto às gestões municipais. “Vocês podem contar com o Tribunal de Contas. Naquilo que estiver ao nosso alcance, nós vamos contribuir e auxiliar. Contem com o Tribunal como um grande aliado, que é isso que nós somos”, declarou.

TCE-MT instala mesa técnica para fortalecer assistência social na Região Metropolitana

 

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TCE-MT instalou mesa técnica para fortalecer assistência social na Região Metropolitana. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) vai instalar uma mesa técnica para reestruturar os serviços de assistência social de Cuiabá e Várzea Grande. A iniciativa foi proposta pelo presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, e anunciada nesta segunda-feira (22) pelo presidente da instituição, conselheiro Sérgio Ricardo. O objetivo é construir um Protocolo Conjunto de Proteção Metropolitana, definindo responsabilidades entre Estado e municípios no atendimento à população em situação de vulnerabilidade.

Em reunião com a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e a secretária de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão da Capital, Hélida Vilela de Oliveira, Sérgio Ricardo destacou que a mesa técnica vai dialogar diretamente com as metas do Plano Mato Grosso 2050, programa de longo prazo que prevê o desenvolvimento e a redução das desigualdades no estado. "Estamos em um estado rico, mas ao mesmo tempo cheio de pobreza. Não tem como pensarmos no futuro sem cuidar, desde agora, da população mais vulnerável. Precisamos mobilizar as instituições por uma solução duradoura."

Segundo Maluf, o primeiro passo vai ser traçar um diagnóstico da população vulnerável, incluindo idosos, crianças e pessoas em situação de rua, para, em seguida, avançar na construção de políticas públicas de médio e longo prazo. Para ele, além de reduzir ações judiciais por vagas de acolhimento, o trabalho que será iniciado na Região Metropolitana vai subsidiar as ações do setor em outros municípios do estado.

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A iniciativa foi proposta pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf e anunciada pelo presidente Sérgio Ricardo. Clique aqui para ampliar

"É necessário que os gestores das três esferas voltem um pouco mais o olhar para essa área, que é onde nascem os problemas sociais, onde nasce inclusive a criminalidade.Tratar de pessoas é tratar também de segurança pública, de paz social. Se não focarmos na prevenção, vamos colher os frutos disso, que é o aumento da insegurança e da criminalidade”, disse o conselheiro.

De acordo com manifestação técnica elaborada pela Copspas, as duas cidades absorvem vulnerabilidades de escala regional sem contrapartida financeira proporcional. Em Várzea Grande, conforme Flávia Moretti, mais de 80% do custeio da assistência social vem de recursos próprios. "A assistência social sempre foi uma política pública que ficou à margem das decisões dos gestores públicos e, hoje, a gente vê o retrato dessa margem. Temos que conversar sobre um formato de tripé: Estado, município e Governo Federal. Acredito que, com o Tribunal de Contas dialogando junto, vamos ver uma solução para esse planejamento de serviços", afirmou a prefeita.

Já na Capital, segundo a secretária de Assistência Social, mais de 90% do orçamento da pasta é bancado pela prefeitura. "Grande parte da população do interior do estado busca recursos e vem parar em Cuiabá e Várzea Grande. Também temos gente vindo de outros estados. Por isso é importante trabalhar inicialmente nos grandes polos que recebem essas pessoas", explicou Hélida.

Descompasso nos investimentos

Ao comparar o financiamento da assistência social entre diferentes estados, a manifestação técnica da Copspas mostra um descompasso entre a geração de riqueza e a proteção social em Mato Grosso. Com PIB per capita de R$ 74,6 mil, o estado destina R$ 60 milhões ao seu programa de transferência de renda, contra R$ 455 milhões de Mato Grosso do Sul, por exemplo, onde o PIB per capita é de R$ 66,9 mil.

"Cuiabá e Várzea Grande formam o maior aglomerado urbano de um estado dito rico, o maior produtor de alimentos do país. Mas muitos dos diagnósticos [de vulnerabilidade social] estão sendo colocados debaixo do tapete", disse Maluf ao defender repasses para o setor. "Temos diversas fontes de recursos para a parte estrutural do Estado, é preciso que haja equilíbrio entre investimentos em estrutura e no social", acrescentou.

O documento aponta ainda a insuficiência dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e dos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros POP), além da superlotação dos serviços de acolhimento. Só em Cuiabá, 90 idosos aguardam uma vaga em instituição de longa permanência (ILPI).

Próximos passos

Para além da transferência de renda, a mesa técnica deverá apontar soluções para fortalecer as redes de Cras e Creas e ampliar a busca ativa de famílias em risco. "É preciso pensar como essas pessoas podem sair dessa situação. Como podemos trabalhar políticas para prevenção, para que elas não cheguem à extrema vulnerabilidade, para que possam ter autonomia, trabalho e capacitação", reforçou Hélida Vilela.

A partir de agora, os municípios deverão encaminhar ao Tribunal dados sobre a capacidade instalada, filas, judicialização e custos. Com base nesse levantamento, será elaborada uma matriz de risco e a minuta do protocolo, que combina medidas de mitigação emergencial, como uma central metropolitana de vagas e a atuação integrada das equipes de abordagem social das duas cidades.

Além do Governo do Estado, o trabalho deverá contar com a participação do Ministério Público (MPMT), Tribunal de Justiça (TJMT) e Defensoria Pública (DPEMT).