A objetivo dos assaltantes era atacar o caixa-eletrônico que fica dentro do Fórum de Cuiabá
Da Reportagem
Um cabo da Polícia Militar que faz a segurança do Fórum de Cuiabá é acusado de participar do planejamento, passar informações e fornecer a farda usada por um dos assaltantes na tentativa de assalto ao caixa-eletrônico do Banco do Brasil, no interior do órgão, na noite de quinta-feira.
O roubo, que deveria que deveria acontecer na noite do plantão do policial, acabou em tiroteio no qual pelo menos dois ladrões saíram feridos. Baleado na perna e mão direitas, Elizeu da Silva, 24 anos, acabou preso madrugada de ontem, horas depois buscar socorro médico na Policlínica do Planalto.
Elizeu não chegou a ser atendido na unidade hospitalar. Ele desconfiou que a polícia estava por perto e fugiu, retornando para a casa onde mora, antes de ser chamado pelo plantonista do Pronto-Atendimento.
Como já havia preenchido a ficha no hospital, informando dados pessoais e o endereço residencial, verdadeiros, Elizeu foi preso logo depois, no bairro Canjica. A PM, que já havia alertado todas as guarnições sobre a ocorrência do Fórum, teve a ajuda de um cidadão comum, que ligou anonimamente ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciosp) comunicando a passagem do homem baleado pela policlínica.
O ladrão não só confessou sua participação como apontou o cabo PM Luciano Lara, 55 anos, como integrante do bando. Ele contou que foi o policial quem forneceu a própria farda e os detalhes sobre o melhor horário e como agir.
De acordo com Elizeu, Lara participou de uma reunião em um bar, no Canjica, para traçar o assalto ao caixa-eletrônico. Nesse encontro, o cabo PM informou, segundo Elizeu, que o posto bancário havia sido abastecido um dias antes, portanto ainda teria bastante dinheiro, e que a câmara do sistema de monitoramento do local não estaria funcionando.
O policial militar também teria dito que às 21 horas, horário do roubo, ele estaria no quarto do alojamento do Fórum os outros PMs do plantão estariam em uma parte do fundo do prédio. Confessando-se viciado em cocaína, Elizeu disse que já tem passagens na polícia por porte ilegal de arma e roubo.
Além de Lara, o ladrão apontou mais três envolvidos. Disse ainda que estavam em dois carros, um Santana, cujo dono seria o amigo dele Walmir, conhecido por “Mimi”, e um Fiat Fiorino, onde estavam transportando o cilindro de oxigênio usado para cortar a máquina onde estava o dinheiro. A Luciano ele disse que queimou no quintal de casa.
O coronel Jadir Metelo Costa, comandante do CR-1 (regional Cuiabá), disse que ainda não conseguiu localizar o cabo Lara, mas que um IPM (inquérito militar) será instaurado para apurar a conduta dele. Costa disse ainda que se surpreendeu com a informação porque Lara chegou a dar entrevista em uma emissora de tevê emocionado, chorando ao falar dos riscos que ele e os colegas de farda correram na tentativa de assalto. Lara, que já é aposentado, trabalha no Fórum dentro do programa de recontratação de PMs para guarda patrimonial recebendo 50% do salário de policial. (AA)
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maio 26, 2012
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