“O clima deixou
de ser um tema ambiental para se tornar um dos principais determinantes da estabilidade econômica, de segurança e da prosperidade global”. Foi a partir dessa premissa que se desenvolveu o painel técnico “A Questão Climática no Plano Maranhão 2050 – Governança Global e a Efetividade das Políticas de Financiamento Climático”, realizado, nesta quarta-feira (24), no V Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas.O debate em torno do tema foi mediado pelo conselheiro do TCE Ceará, Edilberto Pontes. “É um tema urgente. Não podemos desperdiçar investimentos, mas, ao mesmo tempo, o desafio ambiental é brutal e precisamos nos preparar. Por isso, é importante ter estratégia, visão de longo prazo, ter métricas que possam ser avaliadas e acompanhadas pela sociedade e pelo controle externo”, pontuou.
O assessor especial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Maranhão, Fabrício Brito, apresentou um panorama sobre a evolução do desenvolvimento global e como o crescimento baseado na degradação ambiental é um artifício contábil insustentável. “O grande desafio contemporâneo é transformar risco sistêmico em oportunidade por meio da governança institucional”, destacou.
Ele explicou a convergência das transições climáticas, tecnológicas, demográficas e de desenvolvimento humano e alertou para os impactos econômicos da mudança do clima. Durante a apresentação, Fabrício Brito discutiu ainda sobre a complexidade da governança climática e refletiu sobre a ausência de soluções setoriais para problemas sistêmicos.
Em seguida, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão, Pedro Carvalho Chagas, apresentou o eixo ambiental do Plano Maranhão 2050. Ele destacou a diversidade de biomas no Estado e os desafios relacionados ao desmatamento, aos recursos naturais, à gestão territorial e à economia verde. “O Plano Maranhão 2050 dialoga diretamente com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, fazendo a ponte entre o global e o local”, destacou.
Sobre a governança climática, ele apontou o monitoramento contínuo, a integração entre os órgãos, a transparência dos dados, a participação social e a avaliação de resultados. “O potencial ambiental do Maranhão é, ao mesmo tempo, sua maior oportunidade econômica”. Por fim, Pedro Chagas ressaltou o papel dos Tribunais de Contas na agenda climática. “Os órgãos de controle ajudam a garantir a efetividade dos gastos públicos, o monitoramento de metas, a transparência, a avaliação de resultados e a segurança para investidores e financiadores”, afirmou.
V CATC
O V CATC é promovido pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), pelo anfitrião, Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e pelo Instituto Rui Barbosa (IRB) e conta com a parceria estratégica da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).
O congresso tem patrocínio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (SEMA), da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e conta com o apoio da BYD Parvi, da Agência de Desenvolvimento do Estado do Maranhão (Investe Maranhão) e Zona de Processamento de Exportação do Maranhão (ZPE Maranhão) e da BRK Ambiental.
Texto: Viviane Gonçalves (TCE Ceará)
Fotos: Ronald Moraes e Matheus Borges
Edição: Ederson Marques (Atricon)






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