Gisa Barros convidou a prefeita a passar uma tarde na unidade; o presidente da Câmara disse ter encontrado o bloco B em situação de abandono no sábado
Rojane Marta/Fatos de MT
Vereadores de Várzea Grande usaram a tribuna nesta terça-feira (1º) para relatar sujeira, falta de refrigeração e demora no atendimento no Pronto-Socorro Municipal e na UPA do Cristo Rei. A vereadora Gisa Barros (PSB) convidou a prefeita Flávia Moretti (PL) a acompanhá-la à unidade às 14h do mesmo dia e atribuiu a situação ao atraso nos pagamentos à empresa que prestava o serviço de limpeza. O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou ter estado no local no sábado à noite e ter acionado por telefone o secretário de Saúde em exercício.
O ar-condicionado da recepção está quebrado, segundo Gisa Barros, o que transforma a espera em risco adicional para quem procura atendimento. "Quem vai ali procurar por melhora vai acabar se contaminando", disse a vereadora, que também cobrou o pagamento integral dos salários dos servidores municipais.
Cerqueira relatou que percorreu o prédio no sábado, por volta das 21h, e ligou para o secretário municipal de Saúde em exercício, Michael Alves, cerca de dez minutos depois. Disse que encontrou o bloco B em estado de abandono e que não recomendaria a unidade a um familiar naquelas condições. Segundo o presidente, o secretário informou que a Prefeitura estava trocando a empresa responsável pelo serviço.
Alessandro Moreira (MDB) trouxe outro relato. Uma moradora da região do Cristo Rei enviou um vídeo ao vereador mostrando a espera das 10h às 16h de sexta-feira na unidade de pronto atendimento e larvas circulando na recepção. O parlamentar afirmou que encaminharia o material à Secretaria de Saúde.
Wender Madureira (Republicanos) criticou a situação e afirmou que a prefeita deveria ser presa. O vereador disse que frequenta o pronto-socorro e vê pacientes com larvas nos braços, cobrou explicações sobre emendas parlamentares destinadas ao município e citou nominalmente o conselheiro Antônio Joaquim, relator das contas de Várzea Grande no Tribunal de Contas do Estado. "Nós temos que começar a mexer lá em cima", declarou. Ele não apresentou documentos durante a sessão.
Madureira afirmou ainda que as membranas da Estação de Tratamento de Água do Cristo Rei começaram a queimar há cerca de sete meses e que a estação opera hoje com 20% da capacidade. O Governo do Estado informou em agosto que as membranas de reposição, importadas, já haviam sido adquiridas dentro da Aliança pela Água.
Dr. Miguel Júnior (Cidadania) apresentou uma versão diferente. Contou que esteve na Prefeitura na segunda-feira, cobrou a limpeza das unidades e ouviu que será montada uma força-tarefa para regularizar a situação. Na mesma fala, parabenizou a gestão pela assinatura da minuta do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores da saúde, ocorrida também na segunda.
O plano foi assinado após meses de reuniões com as categorias e prevê a primeira tabela de reajuste em 1º de janeiro de 2027, com implantação concluída em 2028. O texto agora depende de aprovação da própria Câmara.







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