Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Emanuel Pinheiro e Primeira-dama recebem homenagem de portal de referência nacional por ações em prol das mulheres e famílias

Em homenagem à nadadora Joanna Maranhão,Portal criou Prêmio para homenagear personalidade atuantes na luta em Defesa dos Direitos Humanos



Com carisma, seriedade e dinamismo no trabalho, Márcia Aparecida Kuhn Pinheiro mostra ações que surpreendem a população. Márcia Pinheiro tem mais um motivo para comemorar os resultados do seu empenho na implantação de políticas públicas para as crianças e adolescentes e mulher do município. O reconhecimento do trabalho desenvolvido vem através do Diploma “Rompendo o Silêncio Joanna Maranhão”

O prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, foram  homenageados na noite de terça-feira (14.02), evento promovido pelo Portal Vida e Direitos Humanos. A solenidade ocorre como forma de reconhecimento pela atuação social em prol da sociedade cuiabana.


De acordo com o diretor do Portal João Batista de Oliveira essa é uma forma de reconhecimento pelos resultados das ações desenvolvidas pelo prefeito Emanuel Pinheiro ao lado da atuante primeira dama Márcia Pinheiro com foco no voluntariado em projetos sociais que atendem às pessoas da sociedade de baixa renda, em situação de vulnerabilidade econômica.


“Mesmo diante da pandemia do novo coronavírus, as ações não foram interrompidas, ganharam ainda mais força e atenção redobrada do Emanuel e da primeira dama Márcia Pinheiro para atender aos mais necessitados”, afirmou a diretor.


Marcia Pinheiro encanta as crianças nas unidades de ensino do município — visitou várias. Ela dança com meninos e meninas e os faz cantar de forma muito natural, sempre bem recebida. “Fico muito feliz em ver que o nosso trabalho está gerando resultados positivos para a população cuiabana, especialmente, para as famílias menos assistidas, os mais necessitados, alvo principal das nossas ações”, afirma Marcia Pinheiro.


João Batista de Oliveira destaca a atuação da primeira dama Marcia Pinheiro ela “sempre esteve presente em todos os momentos ao lado do prefeito Emanuel Pinheiro. De forma aguerrida, lutadora, determinada e atenta, ela acompanha o prefeito em suas andanças e ajudando os menos favorecidos. Essas situações sempre fizeram parte de seu cotidiano, onde que durante sua vida, mesmo no anonimato, sempre fez obras sociais e filantrópicas, destacou o ativista.

Marcia Pinheiro é um exemplo de Primeira Dama atuante, sempre preocupada com a imagem da cidade, todos os dias ela faz questão de acompanhar de perto o setor social, as ações junto às entidades filantrópicas, a organização e preparativos para os eventos, além de estar atenta a todos os detalhes da administração junto ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).


Marcia Pinheiro não orgulha o município somente por estar preocupada com a imagem da cidade, mas por seu carisma com a população que praticamente todos os dias procuram por ela.

O atuante ativista João Batista que é o diretor do Portal Vida e Direitos Humanos destacou que a secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá é referência na defesa, formulação de políticas públicas e proteção às mulheres.

De acordo com Diretor, com a criação da Secretaria da Mulher, foi um grande ganho para toda sociedade, principalmente no momento de isolamento social. Ela destaca que foi por meio da secretaria que houve um pedido para a criação de um espaço referência às mulheres dentro de uma unidade de saúde.


“Esse espaço é inédito no Brasil e foi concretizado pela a primeira-dama, Márcia Pinheiro, que não mediu esforços para entregá-lo. A gestão que têm colocado Cuiabá como referência na execução de políticas públicas para mulheres me enche de orgulho e satisfação. Nossa capital atravessa um momento histórico para o movimento feminino e ações como essas só consolidam mais para a equidade que tanto procuramos de ações que coloquem nós mulheres em igualdade”, disse.

Menos de 1 ano em funcionamento o Espaço de Acolhimento para as Mulheres, atende no sistema porta aberta, onde a mulher pode buscar ajuda a qualquer hora. Cerca de 400 mulheres já foram atendidas.

Na unidade de acolhimento, a vítima recebe suporte de uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e apoio jurídico, num espaço especialmente preparado com sala de acolhimento infantil, sala de aconchego, sala para atendimento médico, além de recepção e banheiros. Atualmente o espaço realiza o acompanhamento semanal de aproximadamente 30 mulheres.

EMANUEL PINHEIRO UM PREFEITO MODERNO E ATUANTE: João Batista destaca que ter um gestor competente, que mantém um bom relacionamento com os governo federal, que apresenta uma equipe alinhada e que tem total disposição para trabalhar. Essa pode ser a receita de sucesso de uma cidade para que ela continue crescendo cada vez mais, inclusive em um momento de séria crise financeira, como a que o Brasil enfrenta.

Emanuel Pinheiro, é o exemplo vivo de que este é o caminho para se conseguir um município estruturado, que atenda as necessidades de sua população e que não se abate diante das dificuldades que surgem diariamente.

É importante para qualquer cidade que seu administrador se preocupe com a gestão do dinheiro público, defina as prioridades e que planeje as ações com antecedência e prudência, porque assim é possível driblar os entraves e, neste momento, seguir na contramão da crise, que paralisa boa parte dos municípios.

Governar uma cidade ou um Estado não é tarefa fácil, requer competência, acima de tudo, para que aquela população tenha o retorno adequado dos seus impostos pagos. É importante destacar que um prefeito é eleito para fazer exatamente isso, para saber dar um destino certo e eficiente para a receita que administra e o Emanuel Pinheiro tem feito a diferença apesar de sofre severas e a mais cruel perseguição política jamais vista, destaca João Batista.


Parabéns, Joanna! 

JOANNA, A NADADORA QUE DERRUBOU O MURO DO SILÊNCIO QUE CERCA O ABUSO SEXUAL.



Sabemos que enquanto a vítima de um abuso sexual sofrer em silêncio, dificilmente conseguirá vencer o trauma. Esta sua postura servirá de modelo para milhares de crianças, que deixam de contar sobre o abuso sexual sofrido, porque ninguém acredita nelas. A criança cresce então com profundo sentimento de culpa e vergonha. O que você passou não é um problema só seu. Muitas crianças são vítimas de abuso sexual por pessoas que mantém com elas uma relação de confiança e de amizade, muitas vezes, uma relação de autoridade, de poder e dependência. A criança cede por medo e se cala por vergonha.

Joanna com a ajuda de sua família, que a apóia integralmente, conseguiu derrubar o muro do silêncio que cercava essas memórias traumáticas. Servirá de exemplo para muitas crianças, homens e mulheres, já adultos, e que não tiveram a coragem que teve Joanna, que hoje está livre de um fardo que carregou durante, no mínimo, onze anos.

Que a sociedade se conscientize de que o abusador sexual está em todas as classes sociais e que, na maioria das vezes, é uma pessoa conhecida da família, que nele confia. E que as autoridades esportivas não se fechem corporativamente a uma realidade.

Vara de Infância de Santana pede atenção ainda maior com potenciais abusos de crianças e adolescentes durante isolamento social

 

denuncia disque 100.jpgCrianças reclusas em casa devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) ficam ainda mais vulneráveis a maus tratos, abuso sexual, exploração e alienação parental, adverte o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A observação é feita diante dos esforços para a quarentena, como fechamento de escolas e restrição de deslocamentos, que mudam a vida cotidiana e afetam os sistemas de apoio às crianças e foi divulgada juntamente com a publicação das Diretrizes UNICEF Contra o Abuso de Crianças e Adolescentes. "Embora os cuidados para evitar a contaminação também de crianças e adolescentes pelo novo coronavírus sejam necessários, eles não podem servir de pretexto para deixar que outros males toquem as faixas etárias mais vulneráveis", alerta a titular da Vara da Infância e da Juventude da comarca de Santana, juíza Larissa Antunes.

larissa noronha.jpgPara evitar que o cuidado com a doença não agrave a situação de abusos, e em atenção às diretrizes publicadas pelo UNICEF, a magistrada recomenda atenção redobrada de todos “e que denunciem qualquer situação de maus tratos que venham a sofrer (no caso de crianças e adolescentes) ou testemunhar”.

Segundo a juíza os riscos que crianças e adolescentes estão sujeitos na rua são aqueles mesmos riscos da pessoa adulta em tempos de pandemia, que é o da contaminação por exposição ao vírus, portanto são cuidados idênticos neste quesito – como com higiene e distância de outras pessoas, especialmente as potencialmente contaminadas. “Mas as crianças e adolescentes necessitam de um cuidado a mais, que é no interior das casas”, observa a juíza.

“Precisamos evitar que a situação difícil que os pais estão passando – muitas vezes com menos trabalho e recursos financeiros para manter a família diante da pandemia e seus impactos econômicos – não se reverta em mais violência vitimando nossas gerações mais jovens”, ressalta a magistrada, que pede calma e tranquilidade “neste momento que é difícil para toda a população mundial”.

Com foco em demandas de urgência neste período, em que o Poder Judiciário opera em Plantão Extraordinário, “as demandas são focadas principalmente em maus tratos e negligências que possam colocar a saúde e vida destas crianças e adolescentes em risco”, explica a juíza, “mas precisamos da ajuda de todos para inibir esses abusos, pois somente a estrutura estatal não consegue dar conta”.

Para denunciar casos desta natureza, a magistrada indica que a população use os principais canais de denúncia:

Disque Denúncia Nacional de Abuso Infantil: Disque 100
Whatsapp da Vara da Infância e Juventude de Santana: (96) 9.8414.2535
Portal do TJAP www.tjap.jus.br, link “Denúncias” (via formulário eletrônico)
Plantão do Conselho Tutelar de Santana: (96) 9.9169.3597
Plantão da Delegacia Especializada da Infância e Juventude de Santana: (96) 9.9907.6977

 

Conheça as Diretrizes do Unicef/ONU Contra Abuso Infantojuvenil

O Unicef propõe às autoridades uma série de diretrizes para a tutela dos menores. Por meio delas diretrizes, a recomendação é que governos e autoridades de proteção adotem medidas concretas para garantir que a proteção à criança seja parte integrante de todas as medidas de prevenção e controle do COVID-19.

Conheça as diretrizes e cobre as instituições de sua região:

· Formar o pessoal de saúde, escola e de assistência à infância sobre os riscos relacionados ao COVID-19, incluindo a prevenção à exploração e ao abuso sexual e as modalidades seguras para assinalar as preocupações em relação a isso;
· Formar os socorristas sobre como gerenciar a disseminação da violência baseada no gênero e colaborar com os serviços de saúde para apoiar os sobreviventes da violência baseada no gênero;
· Aumentar o compartilhamento de informações sobre serviços de orientação e outros serviços de apoio disponíveis para crianças;
· Envolver crianças e sobretudo os adolescentes na avaliação sobre como o COVID-19 os influencia, para orientar as ações de programação e advocacy;
· Fornecer um apoio direcionado aos centros de assistência temporários e às famílias, incluindo os núcleos familiares com menores de idade como chefes de família e as famílias adotivas, para apoiar emocionalmente as crianças e empenhar-se em um adequado cuidado de si;
· Prestar assistência econômica e material às famílias cujas oportunidades de geração de renda foram comprometidas;
· Implementar medidas concretas para prevenir a separação entre as crianças e suas famílias e assegurar apoio às crianças deixadas sozinhas sem cuidados adequados, devido à hospitalização ou morte dos pais ou de pessoas que cuidam delas;
· Assegurar que a proteção de todas as crianças seja levada em máxima consideração nas medidas tomadas para o controle da doença.

 

- Macapá, 13 de abril de 2020 -

Assessoria de Comunicação Social
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Chama na Solução 2022

 Chama na Solução 2022: Adolescentes e jovens vão construir soluções coletivas para prevenir violências cotidianas no Rio de Janeiro e em São Paulo

O projeto Chama na Solução começa uma nova etapa nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, fortalecendo adolescentes e jovens moradores de favelas e periferias na busca de soluções para garantia de direitos em suas comunidades. Desta vez, o desafio é construir propostas para prevenir e enfrentar violências cotidianas que afetam sua vida. Realizado pelo UNICEF em parceria com Cedaps (no Rio) e Cieds (em São Paulo), o projeto ocorre no primeiro semestre de 2022.

Em cada cidade, 50 adolescentes e jovens de 14 a 24 anos farão parte de debates, formações e ações que, baseadas em suas vivências, servirão de base para a criação de soluções práticas e aplicáveis no cotidiano. Essa é mais uma edição do projeto que já ocorreu em Manaus, São Paulo e no Rio de Janeiro em anos anteriores.

O processo de formação dos 100 participantes selecionados abordará temas sobre o empoderamento de adolescentes e jovens e construção de projetos, bem como encontros temáticos sobre múltiplas violências que afetam sua vida, como a violência baseada em gênero, violência armada, violência sexual, violência doméstica, violência online, entre outras.

Confira as principais etapas do projeto:

  1. Inscrição e seleção de adolescentes e jovens;
  2. Formação online do grupo;
  3. Construção de soluções coletivas e mentoria das propostas;
  4. Concretização de cinco soluções selecionadas, com apoio de recurso semente;
  5. Sistematização e divulgação da experiência.

Dignidade Menstrual

 Ilustração mostra uma menina de cabelos longo, sentada em posição de lótus, com as mãos no colo.

UNICEF Brasil/Ilustração: Rita Mayumi

Reabertura segura das escolas



Orientações para a rede e comunidade escolar sobre como promover uma volta às aulas segura e garantir o direito à educação de crianças e adolescentes.

UNICEF/BRZ/Manuela Cavadas



Priorizar a reabertura segura das escolas e garantir o direito de crianças e adolescentes à educação são ações essenciais. Essa reabertura deve ocorrer com segurança, preservando a saúde de crianças, adolescentes, profissionais da educação e das famílias de todos. Para tanto, é fundamental avaliar a situação da pandemia em cada estado e em cada município, assegurando investimentos financeiros para que a retomada aconteça de forma segura.

Com o tempo, teremos mais evidências sobre as consequências do fechamento das escolas e os impactos no bem-estar e na aprendizagem de estudantes. Por ora, já se torna evidente que quanto mais tempo crianças e adolescentes permanecerem fora da escola, menor a probabilidade de retornarem, o que acontece especialmente nas famílias em situação de maior vulnerabilidade.

O momento requer uma abordagem intersetorial entre áreas de educação, saúde, proteção, nutrição e saneamento, além de cuidados específicos para a situação de meninas, pessoas com deficiência e populações com necessidades específicas. Para isso, vamos disponibilizar, aqui nessa seção, documentos, orientações e ferramentas para auxiliar gestores educacionais e a comunidade escolar na tomada de decisões e avaliação da situação das escolas.

Covid-19 – Doença do novo coronavírus



O que você precisa saber para proteger você e sua família

UNICEF/BRZ/Michell Mello



Todo mundo está falando sobre o coronavírus. Mas, infelizmente, existem muitas informações incorretas. A desinformação deixa as pessoas mais vulneráveis à doença e espalha o medo e a estigmatização.

Estar bem informado é essencial para proteger você e seus entes queridos. Por isso, o UNICEF está trabalhando com especialistas em saúde global para fornecer a você informações precisas, confiáveis e baseadas em evidências científicas.

À medida que novas informações forem disponibilizadas, continuaremos atualizando esta página.

Central da Primeira Infância

 

Todos nós queremos o melhor para as nossas crianças! Porém, ser pai, mãe ou cuidador nem sempre é fácil.

É por isso que a Central da Primeira Infância apresenta informações importantes, dicas, ideias e histórias de vida para ajudar as famílias durante os primeiros anos de vida da criança. Assim, você pode proporcionar o melhor início de vida para suas crianças!


"É urgente proteger crianças e adolescentes contra a violência durante o isolamento social", alerta UNICEF



UNICEF traz orientações à população sobre como cada um pode contribuir para proteger meninas e meninos, e alerta para a importância de fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos em todo o País

UNICEF/BRZ/Danielle Pereira


Brasília, 16 de abril de 2020 – Em meio à pandemia do novo coronavírus e às medidas de isolamento social, milhares de crianças e adolescentes correm o risco de estar mais expostos a situações de violência física, sexual e psicológica. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) preparou orientações sobre como garantir ambientes seguros para crianças e adolescentes, denunciar situações de violência, e manter e fortalecer o Sistema de Garantia de Diretos.

Em todo o mundo, muitas das violências a que meninas e meninos estão submetidos acontecem dentro de casa. Segundo dados do UNICEF de 2017[1], três em cada quatro crianças de 2 a 4 anos no mundo (cerca de 300 milhões) são regularmente submetidas a disciplina violenta (punição física e/ou agressão psicológica) por seus pais ou outros cuidadores em casa.

"Neste momento de pandemia, ficar em casa é importante para a proteção contra o coronavírus. Mas é preciso também que todos façamos um esforço extra e estejamos atentos para evitar que crianças e adolescentes sofram agressões e outros atos de violência", explica Rosana Vega, chefe de Proteção à Criança do UNICEF no Brasil.

"É fundamental, nesse período, apoiar pais, mães e responsáveis para que consigam lidar com o estresse e acolher seus filhos, criando um ambiente de afeto e segurança em casa. Ao mesmo tempo, é importante que toda a população esteja atenta, conheça os canais de denúncia e não se cale diante da violência. E cabe aos governos garantir a continuidade dos serviços de proteção à criança e ao adolescente em todo o País", defende ela.

Para apoiar a população, o UNICEF preparou cinco dicas para proteger crianças e adolescentes da violência em tempos de coronavírus. Elas podem ser resumidas em:

1. Cuide das crianças e dos adolescentes – A casa deve ser um lugar seguro para meninas e meninos, livres de agressões, abusos, exploração e negligência. Se vive com crianças e adolescentes, procure criar um ambiente de paciência, amor, carinho e segurança para sua família, especialmente seus filhos.

2. Cuide de você – É normal sentir ansiedade, nervosismo ou estresse em uma situação como a pandemia da Covid-19, por isso, cuide da sua saúde mental. Tenha uma rotina diária; pratique algum tipo de exercício; faça algo de que goste, para relaxar; informe-se, mas evite se conectar o dia todo nas notícias e fuja das fake news. Cuidar de você é fundamental para não descontar nas crianças e nos adolescentes. Lembre-se de que eles precisam do seu carinho e proteção, e também podem estar sofrendo.

3. Procure ajuda – Você não está só. Se estiver em situação de sofrimento e muito estresse, precisando de apoio, procure o Centro de Valorização da Vida (CVV) – pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br/quero-conversar/. Se for o único adulto responsável pelas crianças da casa e precisar ir ao hospital, peça ajuda de pessoas da sua confiança, ou ligue para o Conselho Tutelar da sua região e busque apoio dos órgãos de proteção à criança na sua cidade.

4. Denuncie – Proteger crianças e adolescentes é responsabilidade de todos nós! A crise, o estresse e a pressão em tempos de coronavírus não podem ser desculpas para relativizar a violência. Castigos físicos, agressões psicológicas, abuso e exploração sexual e violência baseada em gênero não podem ser tolerados sob nenhuma circunstância. Denunciar também é uma forma de prevenir que isso aconteça. Por isso, tenha em mãos os canais de denúncia para qualquer situação de violência contra crianças e adolescentes. Não se cale!

5. Conheça e divulgue os canais de proteção – Para que todos possam enfrentar a violência contra crianças e adolescentes neste momento de pandemia, é necessário ter acesso a informações de qualidade e saber como proceder para denunciar. Se você for vítima ou se testemunhar, souber ou suspeitar de alguma violência, pode acionar o Conselho Tutelar da sua região, ligar no Disque 100 ou, se necessário, procurar a polícia. Conheça e divulgue os principais canais para seus colegas, familiares e amigos.

É preciso fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos
Além de orientações à população, é essencial que o País garanta a continuidade dos serviços de proteção à criança e ao adolescente. Neste momento de pandemia, o Sistema de Garantia de Direitos – composto por órgãos que trabalham diretamente na defesa, promoção e controle dos direitos de crianças e adolescentes – precisa ser fortalecido e seguir atuante.

O UNICEF pede aos governos estaduais e municipais, prezando pelos profissionais e pelo melhor interesse da criança, para:
Flexibilizar os modos de atuação da rede de proteção para garantir que as denúncias de situações da violência e de violações dos direitos de crianças e adolescentes possam ser feitas sem demora, mesmo durante o isolamento social;
Garantir que os Conselhos Tutelares tenham a capacidade administrativa e logística para atuar no contexto da Covid-19, com internet e telefones dessas instituições funcionando, mesmo diante das restrições de mobilidade;
Para casos graves e emergências, possibilitar o deslocamento presencial de oficiais dos Conselhos Tutelares e de trabalhadores sociais, respeitando as normas de saúde e higiene;
Garantir que processos judiciais relacionados a crianças e adolescentes não sejam interrompidos durante os períodos de isolamento social;
Promover assistência para que o atendimento do Sistema de Justiça possa ser adaptado, se necessário, para que seu funcionamento não seja interrompido.z\

A Proteção de Crianças e Adolescentes durante o isolamento social

 Veja dicas de como enfrentar e prevenir a violência sexual de crianças e adolescentes durante o período de quarentena



O isolamento social é considerado uma das medidas mais eficazes para conter a disseminação rápida do novo coronavírus (Covid-19). Atualmente, a maioria dos brasileiros convivem com a nova rotina, que já foi adotada por diversos países para reduzir o contágio e a letalidade do vírus. O fato de famílias estarem reunidas em suas residências não significa que segmentos mais vulneráveis, como crianças e adolescentes, estejam protegidos.
Sabemos que interrupções na escola e no dia a dia fazem com que meninos e meninas percam o contato com adultos protetores, além de aumentar o tempo que passam on-line. Em tempos de Covid-19, já vemos um aumento da violência doméstica, do aliciamento (contato através de meios digitais com crianças e adolescentes para fins sexuais) e de maior disseminação de material sexual envolvendo meninas e meninos nas redes. Apenas juntos, conseguiremos mudar essa realidade.

DADOS DO MINISTÉRIO
Pelo levantamento do governo federal, crianças e adolescentes são o quarto grupo com maior incidência de denúncias, atrás apenas de violência contra pessoas socialmente vulneráveis, pessoas com restrição de liberdade e idosos. Violação tradicionalmente subnotificada, a violência sexual contra crianças e adolescentes consiste em qualquer atuação que constranja a praticar ou presenciar ato de natureza sexual, inclusive exposição do corpo em foto ou vídeo por meio eletrônico.
Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, as denúncias de violação aos direitos humanos cresceram nos últimos dias. De acordo com o ministério, foram registradas 1.133 denúncias entre 14 a 24 de março de 2020 – período que coincide com medidas de confinamento, como o início da suspensão das aulas em vários estados. As principais violações registradas foram exposição de risco à saúde, maus tratos e ausência de recursos para sustento familiar.A violência pode acontecer por meio do abuso sexual, que não precisa necessariamente ter o contato físico, ou a pela exploração sexual, quando ocorre relação mediante pagamento ou outro benefício. As principais vítimas são do sexo feminino, mas o número de meninos vitimizados tem crescido. E na maioria dos casos, a violação é cometida por uma pessoa conhecida ou do círculo familiar da vítima.
De acordo com dados do UNICEF, as taxas de abuso e exploração de crianças e adolescentes cresceram durante emergências de saúde públicas anteriores. O fechamento das escolas durante o surto do ebola na África Ocidental, de 2014 a 2016, contribuiu para picos de trabalho infantil, negligências, abuso sexual e gravidez na adolescência, por exemplo.


DICAS PARA CRIANÇAS OU ADOLESCENTES:

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO(A)!
- Você deve ter um adulto em quem confie para conversar e contar sobre o que acontece com você;
- Se alguma situação te causa desconforto, compartilhe;
- Não tenha medo/receio de buscar ajuda com uma pessoa de confiança ou nos serviços públicos disponíveis.  A violência só vai cessar quando você contar o que está acontecendo;
- Lembre-se sempre: você não é culpado. O adulto é que tem o dever de protegê-lo/a.

COMO AGIR SE ESTIVER SOFRENDO ALGUMA VIOLÊNCIA
- Se você foi ou está sendo vítima de violências (física, sexual, psicológica): Se você SOFRER uma violência você pode e deve pedir socorro, fale com um adulto de sua confiança ou denuncie.
- Se você está sendo vítima de violência na internet: Se você está sendo vítima de violência no ambiente on-line (bullying, ameaças, vazamento de fotos ou vídeos, pessoas te pedindo coisas estranhas e inapropriadas ou qualquer outro tipo de violação) você pode conversar com um adulto de confiança ou fazer uma denúncia. Os canais são: Safernet / APP Direitos Humanos BR / Site MDH Ouvidoria / Delegacia On-Line.
- Se você for testemunha de alguma violência: Se você TESTEMUNHAR que uma outra criança, adolescente ou adulto do convívio está sendo vítima de violência, você pode contar pra alguém de confiança ou denunciar também.

Para ver todos os canais de denúncia, clique aqui.


DICAS PARA ADULTOS:

CUIDE DA SUA ROTINA
Para cuidar da sua família, você também precisa cuidar de você.
- Lembre-se que você não está sozinho, a pandemia atingiu a todos;
- Dialogue com seu parceiro(a) ou aqueles que moram com você e estabeleçam suas rotinas pessoais e profissionais;
- Crie momentos para o casal, para a família e para os amigos;
- Inclua momentos de pausa para relaxar, descontrair e fazer exercícios;
- Tente manter a calma diante das diferentes situações e dificuldades do dia-a-dia;
- Evite o consumo excessivo de álcool e outras drogas;
- Fique em casa.

COMO LIDAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM CASA DURANTE A QUARENTENA
- Construa com a criança ou adolescente as regras de convivência em família
- Estabeleça uma rotina diária, mas lembre-se de ser flexível;
- Inclua o tempo de brincar, ler, ver televisão e usar a internet;
- Busque assistir programas com conteúdo educativo e aproveite para melhorar o diálogo com a criança ou adolescente;
- Resgate brincadeiras lúdicas e manuais (desenho, pintura, entre outros);
- Inclua exercícios na rotina;
- Em idade escolar, organize e acompanhe a rotina indicada pela escola;
- Busque jogos de tabuleiro adequados para cada faixa etária;
- Aprenda sobre redes sociais, internet e novos gadgets com as crianças e adolescentes;
- Tenha um tempo específico para cada criança ou adolescente da família;
- Elogie e oriente seus filhos de forma positiva.

COMO ORIENTAR E PROTEGER CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO AMBIENTE ON-LINE
- Construa com a criança ou adolescente regras de uso da internet e defina tempo de utilização;
- Coloque os equipamento eletrônicos em área comum da casa;
- Se informe e procure conhecer os amigos virtuais da criança e do adolescente;
- Explique que as imagens e informações que disponibilizamos no ambiente online não são facilmente deletadas e podem se espalhar rapidamente;
- Oriente a não divulgar dados pessoais e a não falar com estranhos: é importante deixar claro que a maioria das regras que se aplicam na vida real com relação a proteção e segurança também valem para o ambiente digital;
- Observe se a criança ou adolescente fica muito tempo on-line;
- Fique atento quando a criança ou adolescente está navegando e alguém se aproxima, fecha rapidamente a tela ou se conheceu alguém no ambiente digital mas não quer falar muito a respeito.

COMO PROTEGER CRIANÇAS E ADOLESCENTES DA VIOLÊNCIA SEXUAL DURANTE A PANDEMIA
O abuso sexual ocorre, na maioria das vezes sob um pacto de silêncio.
- Dialogue de forma franca e sincera sobre as partes íntimas do corpo, privacidade, diferença entre toques de carinho e toques abusivos e reforçe que a criança ou adolescente pode e deve dizer NÃO quando quiser;
- Oriente as crianças e adolescentes sobre quais são as situações de risco e como ela pode se auto proteger em situações de risco;
- Explique para a criança ou adolescente e a faça entender que “segredos” não são uma coisa boa;
- Fale para crianças e adolescentes que elas devem escolher um adulto em quem confie e se sinta segura para falar sobre suas questões e situações;
- Observe crianças e adolescentes e seus comportamentos e fique atento a sinais que elas podem dar de que sofreram alguma violação:
    - introspecção/ depressão;
    - ansiedade/ raiva;
    - rejeição a quem deveria ter afeição;
    - se manifesta sobre sexo de maneira não normal para idade.
- Sempre acredite na fala da criança ou do adolescente em caso de revelação de alguma violência;
- Tome uma atitude para cessar o abuso (veja como agir abaixo).

COMO AGIR EM CASOS DE VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES?
É importante entender que a violência só deixará de acontecer se ela for revelada.
- Em caso de suspeita: Se você SUSPEITAR que uma criança ou adolescente está sendo vítima de violências, denuncie. Os canais são: Disque 100 / Ligue 180 / APP Direitos Humanos BR / Delegacia On-Line;
- Em caso de flagrante: Se você PRESENCIAR ou TESTEMUNHAR uma situação de violência contra criança ou adolescente chame a polícia militar. Disque 190;
- Em caso de violência on-line: Se você IDENTIFICAR um caso de violência on-line envolvendo uma criança ou adolescente, denuncie. Os canais são: Safernet / APP Direitos Humanos BR / Delegacia On-Line;

Para ver todos os canais de denúncia, clique aqui.

Em caso de revelação de violação de direitos humanos, é importante acolher a criança ou adolescente e ouvi-la atentamente. Se uma violência sexual for narrada, reforce que a criança/adolescente não tem culpa pelo que ocorreu. Saiba como agir em casos de revelação de violências aqui, A denúncia deve ser feita através dos canais de denúncia indicados.