Gisa Barros se destaca na Câmara com postura firme, independente e em defesa da população

Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

Professor e defensor dos direitos da infância destaca atuação exemplar do conselheiro do TCE-MT, que articula investimento histórico de R$ 120 milhões em creches no estado

Tornozelado morre em confronto com a PM após indicar onde escondia arma

 

Tornozelado morre em confronto com a PM após indicar onde escondia arma

Conteúdo/ODOC - Vanderlei Pereira dos Santos, de 37 anos, morreu na manhã de segunda-feira (8) após ser baleado durante uma intervenção da Polícia Militar em Primavera do Leste (239 km de Cuiabá). A ocorrência teve início durante uma ação de combate ao tráfico de drogas no bairro Primavera III.

De acordo com informações da Polícia Militar, uma equipe realizava patrulhamento pela região quando identificou um GM Astra verde em atitude considerada suspeita. Ao receber sinal para parar, o motorista teria demorado a obedecer à ordem, levando os policiais a acompanharem o veículo por algumas quadras.

A abordagem ocorreu no cruzamento da Avenida Sucupira com a Rua Califórnia. Durante as buscas no automóvel, os militares localizaram duas porções de substância semelhante à maconha.

Ainda segundo a ocorrência, consultas aos sistemas de segurança apontaram que Vanderlei possuía antecedentes criminais e cumpria medidas monitoradas por meio de tornozeleira eletrônica.

Durante a ação, o suspeito teria informado aos policiais que mantinha mais entorpecentes em sua residência. Com a autorização indicada no boletim, a equipe seguiu até o imóvel para averiguação.

No local, os militares relataram que Vanderlei entrou em um dos cômodos da casa e pegou um objeto que estava escondido sob um cobertor. Conforme a versão apresentada pela PM, ao se virar em direção aos agentes, foi constatado que ele estava armado.

Diante da situação, um dos policiais efetuou um disparo. Vanderlei foi atingido, teve a arma recolhida e recebeu socorro imediato da própria equipe, sendo encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Após a ocorrência, equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os trabalhos de investigação e perícia no imóvel. Durante as buscas, foram apreendidos uma arma de fogo, munições, porções de maconha e pasta base de cocaína.

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção de agente do Estado, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e desobediência. A Polícia Civil irá apurar as circunstâncias da ação.

Dilemário será o voto “minerva” na Câmara de Cuiabá

 

Dilemário será o voto “minerva” na Câmara de Cuiabá
Vereador, Dilemário Alencar (União Brasil), é a "noiva" da vez, e pode decidir quem leva a disputa pelo comando da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá

Obcecada pelo segundo mandato como presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora, Paula Calil (PL), terá que mudar o Regimento Interno da Casa, que proibi à reeleição. Para concretizar tal engenharia política, ela precisa conquistar, primeiro, o apoio direto de 14 colegas parlamentares favoráveis, o que altera o Regimento Interno por meio de um projeto de Resolução.

Pelo apurado, mesmo com “empurrão” da máquina municipal, em circunstâncias bem otimistas, Calil pode catalizar a adesão de apenas 13 vereadores. Já o seu principal opositor, que também deseja comandar a Mesa Diretora, Ides Taques (Podemos), possui exatamente o apoio de outros 13 edis, contrários.

Com isso, sobra apenas o voto do veterano, Dilemário Alencar (União Brasil), que pode ser o fiel da balança. Para onde ele pender, a vitória será consumada. 

Presidente do TCE destaca retomada das obras na rodovia MT-170 após fiscalização

 

Presidente do TCE destaca retomada das obras na rodovia MT-170 após fiscalização
Conselheiro Sérgio Ricardo realizou fiscalização in loco na região Noroeste à convite de vereadores [Foto - Tony Ribeiro]

 presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o anúncio da retomada das obras de pavimentação da MT-170, feito pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (10), menos de uma semana após fiscalização realizada pelo órgão na região Noroeste. Durante a vistoria, foram constatados problemas graves na execução da obra, incluindo a deterioração precoce do asfalto em um trecho que recebeu investimentos milionários.

“O anúncio da retomada das obras na MT-170 mostra que o trabalho do Tribunal de Contas está no caminho certo. Vamos continuar cumprindo o nosso papel constitucional de fiscalizar o uso do dinheiro público, seja com vistorias in loco, seja pelo trabalho dos gabinetes dos demais conselheiros, seja pela atuação do nosso corpo de auditores. Estivemos lá pessoalmente e vimos que esse trecho de 50 quilômetros, que custou R$ 130 milhões ao Estado e ainda tem uma parte para ser paga, já não tem mais nada de asfalto, está totalmente destruído menos de um ano depois", afirmou o presidente. 

De acordo com o governador Otaviano Pivetta, em anúncio feito durante reunião com empreiteiras, as obras de pavimentação da MT-170 serão retomadas na próxima semana. “Nós nunca tivemos compromisso com o erro. Sabemos que lá temos problemas. Todas as empresas foram notificadas e estamos nos esforçando para resolver." 

Segundo representante da MT-Sul, a empresa está em busca de uma engenharia mais qualificada para evitar novos problemas, além de já ter mobilizado uma equipe e direcionado equipamentos para a retomada das obras.

O TCE-MT vai acompanhar a retomada das obras por meio da mesa técnica, que teve sua reabertura determinada pelo presidente do TCE na segunda-feira (8), para corrigir as falhas e garantir asfalto de qualidade na rodovia MT-170.

Empresário é preso em Cuiabá em operação contra esquema de R$ 100 milhões com tráfico de drogas

 

Empresário é preso em Cuiabá em operação contra esquema de R$ 100 milhões com tráfico de drogas
Operação comandada pela Polícia Civil da Bahia cumpre mandados em cinco estados nesta quinta-feira

Conteúdo/ODOC - A Polícia Civil da Bahia deflagrou nesta quinta-feira (11), a Operação Maré Vermelha para cumprir ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação acontece de forma integrada em diversos estados do país e inclui o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 100 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.

Ema Mato Grosso, foi preso Nucelio Alves Antunes, que seria proprietário de uma distribuidora de bebidas, gás e água em Cuiabá.

As investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD) identificaram um esquema estruturado de ocultação e movimentação de recursos ilícitos, com utilização de empresas de fachada, interpostas pessoas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.

Conforme as apurações, a estrutura financeira do grupo era utilizada para dissimular a origem dos valores obtidos com o tráfico de drogas e permitir a reinserção desses recursos na economia formal. A investigação também identificou a utilização de pessoas físicas e jurídicas para movimentação patrimonial e financeira em benefício da organização criminosa.

Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão,  além da aplicação de medidas cautelares diversas, entre elas, o monitoramento eletrônico de investigados por meio de tornozeleira eletrônica.  

Prisões

Dos 16 presos, 11 foram localizados na Bahia, sendo dez em Salvador e um em Santo Antônio de Jesus. Outros investigados foram capturados nos estados de Minas Gerais (dois), Mato Grosso (um), São Paulo (um) e Rio de Janeiro (um). Entre as prisões realizadas, três também ocorreram em flagrante.

Asfixia financeira

De acordo com o diretor do DRACO-LD, delegado Fábio Lordello, o foco da operação foi atingir a estrutura patrimonial da organização criminosa e interromper o fluxo financeiro utilizado para sustentar as atividades ilícitas.

“Mais do que efetuar prisões, esta investigação permitiu identificar e atingir o patrimônio construído com recursos provenientes da atividade criminosa. O bloqueio de aproximadamente R$ 100 milhões representa uma medida estratégica de asfixia financeira da organização, reduzindo sua capacidade operacional, impedindo a movimentação de recursos ilícitos e enfraquecendo a estrutura que sustentava suas atividades criminosas”, destacou o delegado.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, ampliar a produção de provas e aprofundar a responsabilização criminal e patrimonial dos integrantes do grupo.

TRE recebe mais quatro ações contra Taques por associar Mauro a supostos desvios

 

TRE recebe mais quatro ações contra Taques por associar Mauro a supostos desvios

Conteúdo/ODOC - O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), tornou-se o centro de uma nova disputa judicial no cenário pré-eleitoral. A Federação União Progressista ingressou com quatro representações na Justiça Eleitoral contra o ex-governador Pedro Taques (PSB), alegando que publicações divulgadas por ele nas redes sociais ultrapassam os limites da crítica política e atingem diretamente a honra de Mauro.

As ações foram protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e questionam uma série de vídeos publicados por Taques em seu perfil no Instagram. Nas gravações, o ex-governador faz acusações relacionadas à gestão de Mauro Mendes e levanta suspeitas sobre obras públicas e acordos firmados durante sua administração.

Entre os conteúdos contestados estão publicações que tratam de um suposto prejuízo milionário envolvendo negociações com a empresa Oi S.A., questionamentos sobre investimentos realizados na MT-170 e críticas direcionadas às obras do Parque Novo Mato Grosso. Em outros vídeos, Taques também sugere que Mauro poderá responder criminalmente por supostos atos de corrupção.

Segundo a Federação União Progressista, as manifestações possuem caráter eleitoral e têm o objetivo de desgastar a imagem do pré-candidato antes do início oficial da campanha. A legenda sustenta que as declarações buscam associar Mauro Mendes a práticas ilícitas sem que haja condenações ou provas definitivas que respaldem as acusações.

As representações também destacam que algumas publicações atingem familiares do ex-governador. Conforme argumenta a defesa, Pedro Taques faz referências a operações financeiras envolvendo fundos administrados por um dos filhos de Mauro, ampliando o alcance das acusações para além do campo político.

Diante disso, a federação pediu à Justiça a retirada imediata dos conteúdos das redes sociais. A alegação é de que a permanência dos vídeos no ambiente digital provoca prejuízos contínuos à imagem pública do ex-governador e pode influenciar o debate eleitoral antes do período autorizado pela legislação.

Além da exclusão das postagens, os autores das ações requerem a aplicação de multa por propaganda eleitoral antecipada negativa, nos termos previstos pela legislação eleitoral.

Os processos estão sob análise da Justiça Eleitoral. Antes de uma decisão sobre os pedidos liminares, deverão ser colhidas manifestações do Ministério Público Eleitoral e da defesa de Pedro Taques.

Investigador da PC é afastado e perde arma por suspeita de tortura dentro de delegacia

 

Investigador da PC é afastado e perde arma por suspeita de tortura dentro de delegacia
Além da suspeita de tortura, a decisão judicial cita outros episódios envolvendo o policial [Foto ilustrativa]

Conteúdo/ODOC - A Polícia Civil cumpriu, nesta semana, mandados de busca e apreensão e uma série de medidas cautelares contra um investigador lotado em Pontes e Lacerda, investigado pela suposta prática de tortura dentro da Delegacia de Polícia do município. O nome dele não foi revelado.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após representação da própria Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.

Segundo as investigações, o caso teria ocorrido em 31 de janeiro de 2026. A suposta agressão foi registrada por câmeras de segurança da unidade policial, mas a vítima ainda não foi identificada.

Além da suspeita de tortura, a decisão judicial cita outros episódios envolvendo o servidor ao longo da carreira. Entre eles estão um disparo acidental contra si próprio, registrado em 2017, a perda de uma arma pertencente à Polícia Civil em 2023 e o furto de uma motocicleta oficial que estava sob sua responsabilidade em janeiro deste ano.

As apurações também apontam indícios de que o investigador poderia estar recebendo informações internas sobre procedimentos instaurados contra ele, o que levantou suspeitas de possível vazamento de dados sigilosos.

Diante desse cenário, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do policial, autorizou o acesso e a extração de dados dos aparelhos eletrônicos recolhidos e determinou seu afastamento cautelar da função pública.

O investigador também teve a arma institucional recolhida e está proibido de frequentar unidades da Polícia Civil, além de não poder manter contato com policiais civis e testemunhas ligadas ao caso.

A investigação segue em andamento para identificar e localizar a suposta vítima de tortura, esclarecer todas as circunstâncias do episódio e verificar se houve participação de outras pessoas nos fatos.

A Polícia Civil também apura possíveis crimes relacionados ao vazamento de informações sigilosas e eventual interferência nas investigações conduzidas contra o servidor.

STF mantém condenação de empresário por esquema de corrupção em frigorífico de VG

 

STF mantém condenação de empresário por esquema de corrupção em frigorífico de VG

Conteúdo/ODOC - O Supremo Tribunal Federal (STF) negou recurso e manteve a condenação do empresário Verner Gunther Weber por participação em um esquema de corrupção envolvendo a Frigobom, em Várzea Grande.

O empresário foi condenado em 2023 a pena de sete anos e cinco meses de prisão em regime semiaberto.

A decisão, relatada pelo ministro Edson Fachin, e seguida por unanimidade, foi publicada nesta quarta-feira (10) após julgamento realizado em sessão virtual do Plenário entre os dias 22 e 29 de maio.

No recurso, a defesa alegava que o acórdão continha omissões e contradições, além de sustentar que houve violação direta à Constituição Federal.

No entanto, Fachin entendeu que o recurso não apontou falhas capazes de justificar a revisão do julgamento e que a tentativa era apenas rediscutir questões já analisadas pela Corte.

Segundo o ministro, os argumentos apresentados repetem os fundamentos do recurso extraordinário anteriormente rejeitado e não demonstram qualquer irregularidade na decisão contestada.

“Os embargos de declaração não constituem meio hábil para a reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão omissão, contradição, obscuridade ou erro material, o que não se verifica na espécie”, destacou o relator.

Fachin também ressaltou que eventual mudança no entendimento das instâncias anteriores exigiria a reavaliação de provas e fatos do processo, procedimento vedado em recurso extraordinário conforme a jurisprudência consolidada do STF.

O caso

Além de Weber, também foram condenados o inspetor sanitário do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), Paulo Roberto Nunes Rondon, a quatro anos, cinco meses e dez dias de prisão, e o assessor Dinarti Vitor de Almeida Carli Junior, a três anos e dois meses de reclusão, além de três meses de detenção.

De acordo com a investigação, os réus participaram de um esquema que consistia no pagamento de propina a um servidor do Indea para autorizar o abate de animais sem a emissão da Guia de Transporte Animal (GTA), documento obrigatório para transporte e comercialização de gado.

As irregularidades vieram à tona após a denúncia de um médico-veterinário que trabalhava no frigorífico. Ele gravou conversas entre os envolvidos, material que acabou servindo como uma das principais provas do processo.