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Vereadora mantém coerência, fiscaliza o Executivo e se posiciona contra o inchaço da máquina pública

João Batista destaca atuação de Daniel Monteiro: “O vereador mais técnico e atuante de Mato Grosso”

vereador Daniel Monteiro, que vem se destacando por uma postura independente, técnica e coerente, especialmente nas discussões sobre políticas públicas e responsabilidade fiscal.

Ativista João Batista exalta Antonio Joaquim como patrimônio da educação em MT: “Referência ética, técnica e humana”

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TCE-MT conclui mesa técnica e viabiliza acordo entre Estado e Hospital de Câncer para garantir atendimento aos cidadãos

 

Encerramento Mesa Técnica HCan
TCE-MT conclui mesa técnica e viabiliza acordo entre Estado e Hospital do Câncer para garantir atendimento aos cidadãos. Clique aqui para ampliar

A partir de mediação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e o Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan) pactuaram, nesta segunda-feira (8), um termo de compromisso que prevê a reestruturação do contrato nº 253/2024, bem como um aditivo contratual, garantindo a continuidade do atendimento oncológico gratuito à população mato-grossense. 

O acordo conclui a Mesa Técnica 02/2026, instalada em março para tratar de impasses relacionados à execução contratual, principalmente referente aos valores repassados do Estado ao hospital.  

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, participou de todo o processo de levantamento de informações e negociação. Dias após a instalação da mesa técnica, realizou uma visita in loco à unidade de saúde e constatou que a falta de recursos já comprometia o funcionamento da unidade e o atendimento aos pacientes oncológicos. 

Como medida de contenção, o órgão de controle externo mediou um acordo emergencial entre as partes, estabelecendo regras para os repasses financeiros enquanto a mesa técnica seguia com a análise técnica do contrato e buscava uma solução definitiva para o impasse. 

 “Há dificuldades em várias relações quando se trata de recursos. O Tribunal cumpre a missão de cuidar da população e essa é uma questão de vida. A mesa técnica permitiu que um problema histórico tivesse uma solução concreta, garantindo o funcionamento de um dos hospitais mais importantes do estado”, declarou Sérgio Ricardo. 

Relator da mesa técnica, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, classificou o resultado como bem-sucedido e destacou que a atualização constante dos contratos é essencial para acompanhar a evolução tecnológica e garantir o equilíbrio financeiro das instituições. 

“Era um problema extremamente complexo e todo mundo cedeu um pouco. Sobretudo com o empenho dos nossos técnicos, conseguimos construir esse novo momento em que teremos um aditivo contratual e quem ganha com isso é a população que vai ter o atendimento oncológico garantido. Todos os contratos têm uma capacidade, mas precisam ser evolutivos”, destacou Maluf, que também preside a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas) do TCE-MT

A solução consensual encontrada estabeleceu seis eixos estruturantes que servirão de referência para a nova condução do instrumento contratual, que deve ser consolidado em até 60 dias. As diretrizes levam em conta o alinhamento da capacidade assistencial instalada às necessidades reais da rede estadual, a padronização do sistema de regulação, a implementação de um protocolo estruturado de abatimentos de glosa, o reposicionamento da instância de governança do contrato e revisões periódicas para equilíbrio econômico e novas tecnologias.

Também relator das contas da SES-MT, Guilherme Maluf pontuou ainda que a iniciativa servirá como um modelo de gestão para futuras parcerias entre o Governo do Estado e outros prestadores de serviços médicos. “Esta mesa técnica vai contribuir bastante na interlocução entre SES e outros prestadores de serviço. Sabemos que são situações diferentes, mas isso vai balizar o futuro relacionamento da secretaria com os contratados que virão no sistema de saúde do Estado.”

O diretor-presidente do Hospital de Câncer, Laudemir Nogueira, expressou alívio e otimismo com a decisão. “Agradeço especialmente ao presidente Sérgio Ricardo e ao conselheiro Maluf que entenderam a importância do serviço de oncologia no contexto da Saúde Pública em Mato Grosso. Eu saio hoje feliz, esperançoso e com o compromisso renovado. A nossa missão naquele hospital é fazer o melhor e cada vez mais para o paciente oncológico”, disse.

Laudemir aproveitou a oportunidade para anunciar a inauguração de uma nova ala de quimioterapia adulta no HCan na próxima segunda-feira (15). De acordo com o gestor, o novo bloco deve triplicar a capacidade de atendimento oferecida atualmente.

Já o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, ressaltou que o esforço conjunto visa otimizar a assistência oncológica e garantir resultados mais eficazes para a população por meio de um padrão de contratualização mais robusto e replicável. “A mesa técnica surgiu para fazer uma avaliação do modelo contratual e da efetividade dos serviços oferecidos. Com isso, o Tribunal alinhou os ajustes necessários e hoje a gente formalizou o arcabouço inicial rumo a uma nova versão da execução do contrato, com um aditivo que melhora o fluxo dos pacientes.”

Para Melo, o trâmite exercerá influência na forma como a secretaria conduz seus contratos. “Foi um avanço muito importante, uma oportunidade de buscar melhorias a todo esse processo de contratualização. Vamos incorporar isso nas atividades e na rotina de desses serviços, buscando sempre melhorar o atendimento para cidadão.”

Já o promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional da Saúde do Ministério Público (MPMT), Milton Mattos Neto, destacou a necessidade de uma fiscalização rigorosa para que os termos acordados sejam efetivamente cumpridos. “O Tribunal de Contas vai fiscalizar e eu também, enquanto promotor da Saúde, vou fiscalizar para que a solução apresentada não fique apenas no papel, que ela seja efetivamente colocada em prática.”  

Também participou do encontro o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William de Almeida Brito Júnior. “Em conjunto, construímos uma grande solução jurídica e uma nova forma de contratualização, aparando as arestas para que seja regularizada a relação entre o Hospital de Câncer e a Secretaria de Estado de Saúde. Foi fundamental para que o serviço de atendimento oncológico não fosse paralisado e ainda que possa ser ampliado e melhorado cada vez mais.”

TCE-MT realiza sessão do Plenário Presencial nesta terça-feira (9)

 

A imagem é um banner digital com fundo em degradê cinza claro, com linhas diagonais em tons mais escuros que convergem para o canto inferior direito. No canto superior esquerdo, apresenta o logotipo do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE MT), composto pela sigla “tce” em letras brancas sobre um quadrado azul, acompanhada de um ícone estilizado de um edifício. À direita do logotipo, lê-se a palavra

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza, a partir das 14h30 desta terça-feira (26), a 7ª sessão ordinária do Plenário Presencial, com transmissão ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e pelo Canal do TCE-MT no YouTube. Confira a pauta completa aqui.

Entre os processos previstos, constam a homologação de tutelas provisórias de urgência concedidas em processos envolvendo o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Complexo Nascentes do Pantanal (Cidesat), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e a Prefeitura Municipal de Cotriguaçu.

Devem ser julgadas também as contas anuais de gestão estadual da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e tomada de contas especial instaurada para apurar supostas irregularidades nos preços praticados em contrato da Prefeitura de Várzea Grande.

A pauta prevê ainda a apreciação de dois levantamentos realizados nos municípios de relatoria do conselheiro Alisson Alencar, sendo um para conhecer e mapear os processos licitatórios conduzidos pelas fiscalizadas, identificando potenciais riscos e oportunidades de melhoria no âmbito das contratações públicas municipais, e o outro para analisar as receitas tributárias próprias dos municípios.

Além disso, devem ser respondidas duas consultas formais. A primeira, formulada pela Prefeitura de Várzea Grande, questiona a possibilidade de quitação de despesas de exercícios anteriores, referentes ao Fundeb e MDE, utilizando recursos financeiros do exercício corrente. Já a segunda, proveniente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), busca esclarecimentos acerca da incidência do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) sobre serviços prestados pelas serventias extrajudiciais.

A pauta ordinária foi publicada no Diário Oficial de Contas (DOC) do último dia 1º.

TCE-MT identifica fragilidades em políticas climáticas e cobra avanços do Estado e de Cuiabá

 

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Conselheiro-relator, Campos Neto. Clique aqui para ampliar

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) identificou fragilidades em políticas climáticas do Governo do Estado e da Prefeitura de Cuiabá e recomendou que as gestões adotem medidas corretivas urgentes para aumentar a efetividade das ações. Sob relatoria do conselheiro Campos Neto, o processo de levantamento foi apreciado na sessão do Plenário Virtual da semana de 25 de maio. 

A fiscalização avaliou o grau de maturidade da gestão climática dos dois entes públicos por meio da metodologia ClimateScanner, ferramenta desenvolvida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em parceria com tribunais de contas estaduais. O trabalho considerou três dimensões: governança, políticas públicas e financiamento. 

Na decisão, Campos Neto destacou que a análise consolidada dos eixos de avaliação revelou avanços pontuais e lacunas estruturais nas políticas relacionadas às mudanças climáticas, demandando a atuação dos gestores para atingimento de níveis maiores de maturidade nos diversos critérios examinados no relatório técnico. 

Governança

No eixo de governança, foram examinadas as estruturas, processos e mecanismos que permitem a atuação integrada entre governo, sociedade civil, setor privado e universidades na formulação e execução de ações climáticas. 

O Estado apresentou desempenho superior à média nacional em diversos indicadores, com destaque para o marco legal, a estrutura institucional e o mapeamento de riscos. Apesar dos avanços, a equipe técnica apontou a necessidade de aprimorar a integração dos riscos climáticos ao planejamento governamental e fortalecer a articulação entre os diferentes níveis e setores da administração pública. 

Em Cuiabá, a análise ficou limitada às informações disponíveis publicamente, já que o município não respondeu aos ofícios encaminhados pela equipe de auditoria. Como resultado, o desempenho foi inferior à média nacional na maior parte dos indicadores avaliados, com exceção do componente relacionado à atuação do Poder Legislativo. 

Políticas públicas

No eixo de políticas públicas, a avaliação considerou ações, normas e instrumentos voltados à mitigação dos impactos climáticos e à adaptação aos seus efeitos. 

O Estado obteve resultados positivos nas políticas de mitigação, especialmente nos setores agropecuário e florestal, além de apresentar bom desempenho em planejamento territorial e defesa civil. Por outro lado, foram identificadas fragilidades nas políticas de adaptação e a ausência de inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), considerada uma deficiência crítica. 

Cuiabá também registrou desempenho satisfatório em iniciativas de mitigação em áreas como resíduos sólidos e edificações, superando a média das capitais brasileiras em alguns indicadores. No entanto, apresentou deficiência nas políticas de adaptação, além de não possuir inventário de emissões de GEE nem plano de ação climática. 

Financiamento

Já no eixo financiamento, foram analisadas a capacidade de mobilização de recursos e sua aplicação de recursos destinados a ações climáticas, incluindo o acesso a fontes de financiamento nacionais e internacionais. 

Tanto o Estado quanto o município demonstraram capacidade para captar recursos de diferentes origens, evidenciando a existência de projetos com potencial para atrair investimentos. Em ambos os casos, porém, os auditores identificaram deficiência no planejamento orçamentário voltado à agenda climática e a ausência de mecanismos de monitoramento dos recursos aplicados, fatores que comprometem a transparência e a efetividade da gestão financeira. 

Decisão

Ao analisar os resultados do levantamento, o conselheiro-relator Campos Neto observou que tanto o Estado quanto o Município de Cuiabá possuem estruturas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, mas ainda precisam avançar em aspectos estratégicos da gestão climática. 

“O relatório técnico identificou riscos relevantes de governança, como a ausência de integração climática no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), a inexistência de inventário estadual de GEE, a falta de plano estadual de adaptação e a ausência de rastreamento e categorização de gastos climáticos. No caso de Cuiabá, destacam-se como pontos negativos a fragilidade na governança climática, a baixa disponibilidade de dados públicos e a inexistência de políticas específicas de mitigação e adaptação”, destacou. 

Sendo assim, Campos Neto recomendou uma série de medidas para aprimorar a gestão climática do Estado e da capital. Entre elas, estão a inclusão de metas e riscos climáticos nos instrumentos de planejamento e orçamento, a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa, a criação de mecanismos de monitoramento dos recursos destinados à agenda climática e o fortalecimento da governança, com ampliação da transparência e da coordenação entre os órgãos responsáveis pelo tema.

TCE-MT realiza plantio de mudas em escolas municipais de Cuiabá

 

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TCE-MT participou do projeto piloto “Pomar nas Escolas”.

A Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realizou, na última semana, o plantio de mudas de árvores frutíferas na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Dom Bosco, no Bairro Praeirinho, e na Escola Municipal de Ensino Básico do Campo (Emebec) Herbert de Souza, no Pedra 90. Ao todo, foram plantadas 20 árvores em cada unidade escolar como lançamento do projeto piloto “Pomar nas Escolas”, além das mudas distribuídas para a comunidade.

Realizado pelo TCE-MT em parceria com o projeto Verde Novo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e com a Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, o projeto busca estimular a educação ambiental, ampliar a arborização urbana e incentivar o cuidado com o meio ambiente por meio da participação de estudantes e professores das unidades atendidas.

“Essas mudas foram produzidas no berçário do Tribunal de Contas e agora chegam às escolas para contribuir com a arborização dos espaços, melhorar a qualidade de vida e fortalecer a educação ambiental. As crianças serão as principais beneficiadas por uma cidade mais verde, com mais sombra e, futuramente, com frutas frescas à disposição”, declarou o presidente do TCE-MT Sérgio Ricardo, que também preside a Copmas. 

Já o secretário-executivo da Comissão, Adriângelo Antunes, destacou o caráter educativo da iniciativa, ressaltando que o contato direto com o plantio contribui para a formação de uma consciência ambiental desde a infância. “Quando a criança participa do plantio de uma árvore, ela compreende, na prática, a importância de preservar o meio ambiente e cuidar dos espaços onde vive.”

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A equipe da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade esteve na Emeb Dom Bosco, no Bairro Praeirinho, e na Emebec Herbert de Souza.

De acordo com a chefe de gabinete da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do TCE-MT, Georgia Bumlai Menegao, a ação une educação ambiental e mobilização comunitária. “Além do plantio nas escolas, os estudantes também recebem mudas para levar para casa e a Ecocartilha de Cidadania Ambiental para Crianças, desenvolvida pelo Tribunal com atividades educativas interativas que fortalecem a conscientização ambiental. O objetivo é que essas crianças se tornem multiplicadoras desse cuidado com o meio ambiente”, destacou.

A engenheira florestal do programa Verde Novo do TJMT, Rosiani Carnaíba, explicou que a formação de pomares dentro das escolas contribui para aproximar as crianças da natureza e estimular hábitos sustentáveis. “Além de acompanhar o crescimento das árvores, elas poderão colher os frutos e participar diretamente dos cuidados com as plantas, criando uma relação mais próxima com o meio ambiente”, afirmou.

Rosiani também destacou que foram disponibilizadas cerca de 200 mudas de espécies nativas e frutíferas durante a ação, entre elas acerola, amora, pitomba, tamarindo e ipês. Conforme a engenheira, a escolha das espécies considera as características de cada local e a adaptação ao ambiente urbano, além da necessidade de manutenção adequada para garantir o desenvolvimento das árvores.

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Ao todo, foram plantadas 20 árvores em cada unidade escolar.

Para o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, José Afonso Portocarrero, a iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com a arborização da capital. Segundo ele, o envolvimento das crianças torna o aprendizado mais efetivo e contribui para disseminar práticas ambientais também nas famílias e comunidades.

“O plantio é uma forma concreta de ensinar. As crianças participam da ação, acompanham o crescimento das árvores e levam esse aprendizado para dentro de casa. É uma forma de fortalecer a cultura da preservação ambiental em toda a cidade. Há 15 dias nós apresentamos o Plano Diretor de Cuiabá e o prefeito Abílio Brunini tem como prioridade a questão da arborização, então o Pomar nas Escolas é uma oportunidade de colocar em prática esse planejamento”, afirmou o secretário.

A gestora da Emeb Dom Bosco, Odisleia Silva, destacou que a escola recebeu o projeto como uma oportunidade de ampliar as atividades de educação ambiental já desenvolvidas na unidade. “Os alunos vão participar do cuidado com as mudas e acompanhar o desenvolvimento do pomar. Isso fortalece a conscientização ambiental e amplia o aprendizado para além da sala de aula”, disse.

Já para coordenadora Emebec Herbert de Souza, Susan Mara da Costa Corrêa, as crianças são mais receptivas para projetos de conscientização como esse e podem propagar as boas práticas. “As crianças levam o conhecimento para dentro de casa, e isso acaba alcançando as famílias e as comunidades onde vivem. Muitas vezes, nem temos dimensão do alcance desse trabalho, mas acreditamos no potencial que ele tem para promover mudanças positivas. Esse é o papel fundamental da escola quando acolhe um projeto bem estruturado como esse.”

Dia Mundial do Meio Ambiente: TCE-MT transforma agenda ambiental em soluções para municípios

 

Abraço ao Rio Coxipó
Presidente do TCE-MT e da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, conselheiro Sérgio Ricardo, em ação de plantio de árvores. Clique aqui para ampliar

Ao conectar projetos antes isolados e ampliar o apoio técnico à gestão pública, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), por meio da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Copmas), vem ajudando o estado a construir políticas que conciliam desenvolvimento econômico e preservação dos recursos naturais.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, essa agenda, liderada pelo presidente do TCE-MT e da Comissão, conselheiro Sérgio Ricardo, ganha destaque. Sob essa articulação, temas como lixões irregulares, queimadas, mineração sem controle, falta de arborização e passivos ambientais deixaram de ser tratados como problemas isolados dos municípios e avançam para uma solução.

“Não se trata apenas de fiscalizar, mas de orientar os gestores para políticas públicas eficientes e sustentáveis. É uma resposta concreta aos desafios climáticos, urbanos e sociais que temos enfrentado”, explica o presidente.

O desafio de encerrar os lixões

Uma das principais frentes de atuação da Comissão é a busca por soluções para a destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos. Em andamento desde dezembro de 2025, a Mesa Técnica 9/2025 reúne instituições e municípios para viabilizar consórcios intermunicipais que permitam compartilhar os custos de implantação de aterros sanitários e avançar no encerramento dos lixões. 

“Os resultados começam a aparecer quando unimos técnica, planejamento e compromisso. É assim que fortalecemos os municípios e ajudamos Mato Grosso a crescer de forma sustentável”, afirma o presidente.

Boa parte dessas frentes responde a uma régua comum: o Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020), que fixou meta de universalizar água e esgoto até 2033. A Comissão cobra do Estado e municípios o cumprimento das obrigações, dos planos municipais de saneamento e resíduos à alimentação de dados no SINISA e à destinação adequada dos resíduos.

Prevenção ao fogo começa antes das queimadas

Em abril de 2026, o Governo do Estado declarou situação de emergência ambiental e proibiu o uso de fogo para limpeza e manejo de áreas entre julho e novembro. Diante desse cenário, a Copmas passou a reforçar a necessidade de que municípios e órgãos estaduais adotem medidas preventivas dentro dos prazos estabelecidos. 

A atuação é resultado de um trabalho iniciado anteriormente. Em 2025, o TCE-MT promoveu uma capacitação voltada à elaboração de planos de contingência para desastres, reunindo mais de 400 gestores de 62 municípios. Além disso, o Tribunal também integra o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, coordenado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). 

Mineração legal e rastreabilidade da produção

Em maio, o TCE-MT firmou parceria com a Agência Nacional de Mineração (ANM) para ampliar o acompanhamento da atividade mineral, especialmente da produção de ouro. A iniciativa prevê a elaboração de uma nota recomendatória e a realização de auditoria. Além de mapear a produção, o objetivo é fortalecer a rastreabilidade, incentivar a regularização e ampliar a fiscalização sobre empreendimentos que atuam no setor. 

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Cidades mais resilientes

A adaptação das cidades às mudanças climáticas também entrou na agenda. Em abril deste ano, a Copmas aprovou uma nota recomendatória para que o Estado e os municípios estruturem políticas permanentes de arborização. A medida responde a um desafio crescente: atualmente, 23,6% das cidades brasileiras têm mais da metade da população vivendo em ruas sem nenhuma árvore. 

Em Mato Grosso, apenas Cuiabá e Sinop possuem iniciativas formais voltadas ao planejamento da arborização. Diante disso, o documento prevê a definição de áreas prioritárias, monitoramento contínuo e ações permanentes de manejo.

Dados, regularização e capacitação

Toda esta mobilização é sustentada por ferramentas de gestão. Em 2025, foi lançado o módulo Meio Ambiente do Radar de Controle Público, que traz indicadores relacionados a biomas, desmatamento, focos de calor, saneamento, mineração e barragens. 

Na área de regularização ambiental, a Comissão contribuiu para qualificar o debate sobre a implementação do Código Florestal e a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). O TCE-MT integra um grupo de trabalho com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e a Sema-MT para acelerar a análise de mais de 130 mil cadastros, ampliando a segurança jurídica e a conformidade ambiental das propriedades rurais.

Mobilização pelo futuro

O grupo também participou das discussões sobre o futuro do Morro de Santo Antônio, defendendo soluções que conciliem preservação ambiental e desenvolvimento turístico. O Tribunal atua para que eventuais intervenções atendam critérios técnicos, legais e ambientais, garantindo a proteção da unidade de conservação e o uso adequado dos recursos públicos.

Em outra frente, o TCE-MT integrou a mobilização Rio Cuiabá + Limpo, desdobramento do projeto Travessia Pantaneira coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Paralelamente, o Tribunal articula com a Embrapa Agrossilvipastoril a implantação de núcleos produtivos voltados à agricultura familiar, buscando integrar conservação ambiental, geração de renda e segurança alimentar na Baixada Cuiabana.

A Comissão também desenvolve iniciativas voltadas à educação ambiental. Entre elas está a Gincana Ambiental Pequenos Guardiões da Natureza, que percorreu 14 municípios da Baixada Cuiabana promovendo atividades de conscientização com crianças de 6 a 11 anos. As ações incluíram oficinas, plantio de mudas e atividades educativas relacionadas à preservação ambiental. 

O exemplo vem de casa

O trabalho começa dentro do Tribunal. O programa "XÔ! LIXO" organiza a gestão de resíduos produzidos pelo Tribunal, estabelecendo metas de redução, reaproveitamento e destinação adequada dos materiais. Outras iniciativas incluem o reaproveitamento da água produzida pelos aparelhos de ar-condicionado e a manutenção de um berçário de mudas utilizado em ações de reflorestamento, paisagismo e educação ambiental. 

“O objetivo é orientar ações para a proteção dos nossos ecossistemas, do clima e de combate à pobreza. Com isso, estamos fazendo justiça social, melhorando o acesso à água potável, saneamento, energia limpa e outros serviços”, conclui Sérgio Ricardo.

TCE-MT articula ações preventivas para reduzir queimadas durante período da seca

 

Conselheiro Waldir Teis com representantes da Defesa Civil de Cuiabá e Sema-MT. Clique aqui para ampliar

Com a aproximação do período de estiagem, quando Mato Grosso enfrenta aumento significativo dos casos de queimadas e incêndios florestais, o vice-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Waldir Júlio Teis, reuniu representantes da Defesa Civil de Cuiabá e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), nesta quarta-feira (3), para articular ações preventivas e orientar os municípios na adoção de medidas voltadas à proteção ambiental. 

“Todo ano, há uma preocupação muito grande com a quantidade de incêndios que acontecem quando se aproxima a época de estiagem e a dimensão que isso toma no estado, principalmente pela questão ambiental. Então, convidamos os representantes das instituições competentes para juntos construirmos uma solução para disseminar medidas de prevenção de incêndio”, disse o conselheiro, que preside a Comissão Permanente de Segurança Pública do TCE-MT.

Na ocasião, ficou definido que o TCE-MT irá elaborar uma nota técnica aos municípios, com o apoio da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, presidida pelo conselheiro Sérgio Ricardo. O documento orientará a implementação de campanhas de conscientização e educação ambiental voltadas à prevenção de queimadas e incêndios florestais. 

Para o secretário municipal de Defesa Civil de Cuiabá, coronel Alessandro Borges Ferreira, a iniciativa reforça o papel orientador do Tribunal na mobilização dos municípios em torno da pauta. “O Tribunal atua como um grande indutor junto à sociedade e aos municípios, estimulando o engajamento efetivo nesse processo. É fundamental que os municípios tenham uma estrutura mínima para as ações preventivas e contribuam com os órgãos estaduais que executam essas medidas. Essa sinergia e integração fortalecem o trabalho conjunto e potencializam os resultados.”

Marcus Valentim/TCE-MTO secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges Ferreira, defendeu a integração entre as instituições.
O secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges Ferreira, defendeu a integração entre as instituições.

Segundo o secretário-executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo (CEGF), coronel Lázaro Leandro Nunes, a Sema-MT e o Corpo de Bombeiros já colocaram em prática o planejamento para o período de estiagem, que prevê investimento de R$ 134 milhões em ações de combate aos incêndios florestais e controle do desmatamento. A estratégia inclui a ativação, a partir de 1º de julho, de sete Salas de Situação descentralizadas, que se somarão às unidades de Cuiabá e do Pantanal para reforçar o monitoramento e a resposta às ocorrências em todo o estado.

“Um ponto imediato em que vimos a possibilidade de colaboração do Tribunal é a ampliação das campanhas publicitárias e das atividades nas escolas. A sugestão é que os municípios introduzam conhecimentos sobre prevenção de queimadas no ambiente escolar, aproveitando o papel multiplicador das crianças, que são um meio eficaz para divulgar e fortalecer as medidas de prevenção”, disse o coronel Nunes.

Para o conselheiro Waldir Teis, o envolvimento da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT também será fundamental nesta iniciativa. “A educação é o caminho para construir uma consciência de responsabilidade com o futuro, e isso começa pelas crianças nas escolas. Quando ensinamos desde cedo a importância da prevenção às queimadas e do cuidado com o meio ambiente, formamos cidadãos mais conscientes e comprometidos. Muitas pessoas não tiveram essa orientação no passado e, por isso, nem sempre entendem a necessidade de se adequar a certas normas de prevenção.”

O TCE-MT faz parte do CEGF, criado pelo Governo do Estado por meio do Decreto Nº 513/2011 com o objetivo de promover ações de prevenção, preparação, monitoramento, controle, resposta rápida e responsabilização a incêndios florestais em Mato Grosso.  

Planejamento gera resultado

O trabalho do TCE-MT no enfrentamento ao fogo e aos desastres naturais ao longo dos últimos dois anos tem sido pautado pela articulação institucional. O Tribunal reuniu, em 2024, além da Sema-MT, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), o Corpo de Bombeiros (CBMMT), a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e a Famato para firmar um protocolo voltado à prevenção e à resposta aos incêndios.

Também recomendou, entre outras medidas, a elaboração de planos de resposta e o fortalecimento das defesas civis municipais. As diretrizes da nota recomendatória, inclusive, embasaram uma capacitação inédita que reuniu mais de 400 gestores de 62 municípios no evento Proteção e Defesa Civil - Plano de Contingência.

Dando continuidade a esse trabalho, o TCE-MT e o Governo de Mato Grosso lançaram, em maio deste ano, a edição 2026 da Semana de Prevenção e Preparação para Incêndios Florestais (SP2IF), no auditório da Escola Superior de Contas.

A iniciativa reforça uma das frentes da atual gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, que também preside a COPMAS e defende o fortalecimento da articulação entre os órgãos públicos para ampliar a efetividade das políticas ambientais e das ações de preservação em Mato Grosso.

Os resultados desse esforço conjunto já podem ser observados. Entre julho e outubro de 2025, período do ano com maior incidência de queimadas, o estado registrou 7.043 focos de incêndio, o menor número para esses meses desde 1998, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Sérgio Ricardo determina auditoria na compra de livros da Secretaria de Estado de Educação e da Prefeitura de Rondonópolis

 

A imagem é uma fotografia em ambiente interno que mostra dois homens em primeiro plano e outras pessoas desfocadas ao fundo. À esquerda, um homem mais velho veste terno azul escuro e camisa branca com uma gravata estampada, ele olha para a direita com a boca aberta como se estivesse falando. No centro, um homem mais jovem levanta a mão direita segurando uma caixa colorida da 'microkids' com um número '3' e desenhos de ícones infantis, a caixa possui a inscrição 'projetokids'. À direita, um homem de camisa branca e blazer escuro observa a cena, segurando um microfone com o logo da emissora 'TV Tar'. No fundo, percebe-se pessoas desfocadas e uma mesa com objetos e sacolas plásticas.
Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo. Clique aqui para ampliar

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, determinou a abertura imediata de auditorias sobre as compras de livros e materiais didáticos feitas pela Prefeitura de Rondonópolis e pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). 

Anunciadas nesta quarta-feira (3), as fiscalizações ampliam o trabalho iniciado em Cuiabá, onde o TCE-MT apura irregularidades na aquisição de R$ 80 milhões em materiais didáticos pela Secretaria Municipal de Educação. 

“A exemplo do que fizemos em Cuiabá, determinei agora uma auditoria em todas as aquisições de livros feitas pela Prefeitura de Rondonópolis e pelo Governo do Estado. Vamos fiscalizar ainda as aquisições de outros municípios para verificar se esse padrão se repete”, disse o presidente.

Na última semana, Sérgio Ricardo já havia chamado a atenção para a existência de indícios de padrão semelhante em outras gestões. “Se isso está acontecendo em Cuiabá, imagina no interior. Vamos fazer um levantamento completo para saber quanto dinheiro público foi desperdiçado”, pontuou.

Serão avaliados critérios como qualidade, custo e volume dos materiais adquiridos, nos mesmos moldes da auditoria que já está sendo realizada na capital. Além disso, o trabalho deverá considerar se as compras são compatíveis com a realidade da rede de ensino, oferecendo conteúdo alinhado às disciplinas ofertadas pelas escolas.

Segundo o presidente, a apuração das compras estaduais ficará a cargo do relator das contas da Secretaria de Estado de Educação, conselheiro Alisson Alencar. Em Rondonópolis, o conselheiro-relator é José Carlos Novelli, que já conduz uma auditoria especial sobre os imóveis negociados pela prefeitura nos últimos quatro anos.

A auditoria foi determinada por Sérgio Ricardo na semana passada, depois que Novelli suspendeu os certames de venda de imóveis da prefeitura por constatar indícios de direcionamento, conflito de interesses e favorecimento em leilões de 24 áreas públicas, uma delas avaliada em mais de R$ 100 milhões.