Claryssa Amorim e Ari Miranda
Da redação / Do local
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) criticou os apoiadores que o vaiaram durante a convenção estadual do partido, realizada nesta quinta-feira (30), em Cuiabá. Em meio ao clima de disputa interna sobre os rumos da legenda nas eleições deste ano, Mendes classificou as manifestações como falta de educação e afirmou que situações como essa são comuns em momentos de divergência política.
As vaias ocorreram no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que recebeu dezenas de filiados e apoiadores das diferentes correntes do partido. A convenção tem como principal objetivo definir a posição do União Brasil na sucessão ao Governo de Mato Grosso.
"É normal no partido quando você tem disputa que alguns ânimos se exaltem, que algumas pessoas sejam ignorantes e faltem com educação", disparou.
Atualmente, o partido está dividido entre dois grupos: um que defende a candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás e outro que apoia a formação de uma aliança com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), grupo liderado pelo ex-governador e atual presidente do União, Mauro Mendes.
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Ao comentar os protestos, o ex-governador afirmou que divergências fazem parte do processo democrático interno das siglas, mas lamentou a postura adotada por alguns participantes do evento.
"É lamentável, mas existem na sociedade pessoas ignorantes, desrespeitosas, com vários tipos de perfis e dentro dos partidos também existe", acrescentou.
Durante a convenção, Mauro Mendes também decidiu manter o modelo de votação secreta para a escolha partidária, alegando estar seguindo as regras previstas no regimento interno do União Brasil. A decisão contrariou o pedido do senador Jayme Campos, que havia defendido a realização de votação aberta sob o argumento de garantir maior transparência ao processo.
A expectativa é que o resultado da deliberação interna do partido seja divulgado ainda nesta quinta-feira. Posteriormente, a definição deverá ser encaminhada à Federação Progressista, formada pelo União Brasil e Progressistas (PP), que ficará responsável por concluir a composição da chapa majoritária para as eleições.







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