Deputado impugna votação sobre apoio a Pivetta e pede retirada da proposta da convenção do União Brasil

 

Deputado impugna votação sobre apoio a Pivetta e pede retirada da proposta da convenção do União Brasil
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A manifestação foi apresentada antes da votação que definirá o posicionamento do partido para as eleições ao Governo de Mato Grosso

O União Brasil está dividido entre lançar candidatura própria, com o senador Jayme Campos, ou apoiar o projeto político de Otaviano Pivetta, defendido pelo presidente estadual da sigla, Mauro Mendes.

Ao justificar o pedido, Júlio Campos afirmou que não existe qualquer documento oficial do Republicanos manifestando interesse em formar uma aliança com o União Brasil.

"Nenhum documento foi protocolado, dentro do prazo legal, perante o União Brasil, relacionado a uma proposta expressa de coligação ou de intenção de receber o apoio do partido por parte do Republicanos. A manifestação de apoio ao candidato republicano decorre exclusivamente de uma iniciativa unilateral do filiado Mauro Mendes, inexistindo qualquer documentação de concordância ou manifestação institucional do partido potencialmente beneficiado com essa coligação", declarou.

O deputado também sustentou que o requerimento apresentado por Mauro Mendes para registrar sua candidatura ao Senado não autoriza, por si só, que a convenção delibere sobre apoio ao candidato do Republicanos.

Segundo ele, o pedido possui natureza jurídica distinta e não pode ser analisado em conjunto com uma eventual composição para o Governo do Estado.

"O requerimento do filiado Mauro Mendes para disputar o Senado possui natureza jurídica diversa e não pode ser apreciado em conjunto com uma proposta de apoio ao candidato do Republicanos. Essa manifestação é exclusivamente política e pessoal, não se confundindo com uma proposta institucional de coligação, que deveria ser formalmente apresentada pela direção do Republicanos", afirmou.

Durante a manifestação, Júlio Campos também citou um relatório elaborado pelo secretário-geral do União Brasil, Dilmar Dal'Bosco, que, segundo ele, concluiu que Mauro Mendes não possui legitimidade para representar o Republicanos perante a convenção da sigla.

Na avaliação do parlamentar, a ausência de uma manifestação oficial do Republicanos impede que a proposta seja submetida aos convencionais.

"A proposta de apoio ao candidato republicano não deve constar na cédula de votação, sob pena de violação da autonomia partidária, do Estatuto da União Brasil, da Resolução nº 02/2026 e dos princípios da legalidade, da representação institucional e da segurança jurídica desta convenção", argumentou.

Ao final da manifestação, Júlio Campos solicitou que a mesa diretora analisasse imediatamente a questão de ordem antes da abertura da votação para governador. Ele também pediu que a decisão fosse registrada em ata, com a respectiva fundamentação, para resguardar eventual questionamento na Justiça Eleitoral.

Durante o pronunciamento, o presidente da convenção interrompeu o deputado e pediu que ele resumisse a manifestação, lembrando que o tempo destinado às falas já havia sido ultrapassado. Júlio respondeu que a questão era fundamental para a validade jurídica da convenção e insistiu para que o pedido fosse apreciado antes da votação.

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